22 março 2020

MORREU MANOLO BONMATI, GRANDE SINDICALISTA DA UGT-ESPANHA E AMIGO DA CSS DA CCTP-IN


MORREU MANOLO BONMATI,

GRANDE SINDICALISTA DA UGT-E E AMIGO DA CSS DA CCTP-IN

VIVA O SINDICALISMO, O INTERNACIONALISMO E O SOCIALISMO DEMOCRÁTICO!

A CSS DA CGTP-IN apresenta sinceras e sentidas condolências à família e à UGT-E.
Morreu Manolo Bonmati, antigo dirigente da UGT-ESPANHA!

Manolo, como carinhosamente era tratado pelos companheiros, assumiu elevadas responsabilidades, particularmente na UGT-E, particularmente como secretário internacional, foi um grande sindicalista consistente, firme, combativo, interveniente e solidário reconhecido em Espanha e no Movimento Sindical Internacional.

Sindicalista da UGT-E e da então CISL – Confederação Internacional dos Sindicatos Livres e da CSI- Confederação Sindical Internacional, a partir de 2006, quando esta se fundou, Manolo, devido ás suas funções sindicais internacionais, intervinha em todos os areópagos sindicais.

De todos, destaca-se especialmente a OIT – Organização Internacional do Trabalho, representando a UGT-E, confederação centenária e por todos respeitada, participando activamente, com a sua experiência e capacidade sindical aliada com a sua sensatez e sagacidade pessoal, afirmando posições solidárias e combativas mas sempre ponderadas.
A sua conhecida opção ideológica socialista e a sua forte convicção europeísta, que ele assumia naturalmente, atribuía-lhe ainda mais respeitabilidade – mas ele sempre soube distinguir essa escolha de Homem Livre com a sua militância sindical, nunca confundindo a elevada importância e responsabilidade de ser sindicalista com as normais controvérsias com uma governação socialista ou com as necessárias exigências de uma Europa Social, combatendo o neoliberalismo e a extrema-direita populista.

Os militantes da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN tiveram a oportunidade de conhecer Manolo Bonmati porque ele participou em várias acções de formação sindical partilhando a sua riquíssima experiência político-sindical com os nossos militantes e, na acção sindical internacional, os nossos camaradas tiveram sempre o seu apoio no estabelecimento de contactos internacionais.

A melhor forma de homenagearmos Manolo Bonmati é, na nossa acção militante enquanto sindicalistas, socialistas e europeístas, continuarmos o seu exemplo!

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, nesta hora de dor, endereça à sua família, aos seus Amigos e aos Companheiros da UGT-E as nossas sentidas condolências!

HONRA AO COMPANHEIRO MANOLO BONMATI - VIVA O SINDICALISMO, O INTERNACIONALISMO E O SOCIALISMO DEMOCRÁTICO!

O Secretariado Nacional da
Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

Lisboa, 22-3-2020

02 fevereiro 2020

Artigo de Carlos Trindade no jornal Expresso

Carlos Trindade, Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, escreve no jornal Expresso sobre sindicalismo e a intervenção dos sindicalistas socialistas. Reflexões com vista ao futuro.

09 janeiro 2020

Convite para debate em Aveiro

Concelhia de Aveiro do Partido Socialista organiza no próximo dia 11 de Janeiro de 2020, 18 horas, no Hotel Imperial, Rua Dr.º Nascimento Leitão 1, Aveiro, um debate sobre "Os socialistas, o futuro do trabalho e os desafios do sindicalismo"
 
Participa


07 dezembro 2019

José Luís Carneiro, Secretário-Geral Adjunto do PS recebe a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

O Secretário-Geral Adjunto do PS, camarada José Luís Carneiro reuniu com o Secretariado Nacional da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN para este lhe apresentar a Resolução Politico Sindical aprovada por unanimidade no XVI Congresso da CSS da CGTP-IN, realizado em 26 e 27 de Outubro, na Foz do Arelho.
Na reunião, o Secretariado Nacional saudou cordialmente José Luís Carneiro pela sua eleição para o seu actual e importante cargo partidário e renovou-lhe a sua habitual vontade e total disponibilidade para participar nos combates políticos do Partido Socialista.

Nesta reunião, realizada o passado dia 04 de Dezembro de 2019 na Sede Nacional do Partido Socialista, participaram os camaradas José Luís Carneiro, Secretário-Geral Adjunto, Susana Ramos, Secretária Nacional para o Trabalho e Aníbal Costa, Chefe de Gabinete do S.G Adjunto, pelo Partido Socialista, e Carlos Trindade, Secretário-geral da CSS da CGTP-IN, e Fernando Jorge e Luís Dupont, do Secretariado Nacional.

26 outubro 2019

Porfírio Silva, Secretariado Nacional do PS, na sessão abertura do XVI Congresso da CSS da CGTP-IN

Porfírio Silva, do Secretariado Nacional do PS e Vice-Presidente do Grupo Parlamentar, a intervir na sessão abertura do XVI Congresso da CSS da CGTP-IN realizado a 26 e 27 de Outubro de 2019 no INATEL da Foz do Arelho.

Carlos Trindade na sessão de abertura do Congresso da CSS da CGTP-IN

Intervenção de Carlos Trindade na sessão de abertura do XVI Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN realizado a 26 e 27 de Outubro de 2019 no INATEL da Foz do Arelho.

Reinhard Naumann no Congresso da CSS da CGTP-IN

Intervenção de Reinhard Naumann, Director da Fundação Friedrich Ebert, na sessão de abertura do XVI Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

25 outubro 2019

XVI Congresso com delegados/as que vão do Algarve a Viana do Castelo e dos Açores e Madeira

O Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN saúda, através de Fernando Gomes, os trabalhadores e trabalhadoras que vivem e trabalham em Portugal. Ainda segundo o mesmo dirigente, participam no Congresso, delegados/as oriundos desde o Algarve a Viana do Castelo e dos Açores e Madeira.

O dirigente Eduardo Chagas fala-nos da vertente internacional do Congresso

Eduardo Chagas deu a conhecer que participarão nos debates do XVI Congresso, Georgios Dassis, do Comité Económico Social Europeu, Rudy de Leeuw, também do mesmo comité e Jesus Gallego da UGT de Espanha.

Vivalda Silva, Coordenadora do STAD, marca presença no Congresso da CSS da CGTP-IN

Uma marca fundamental da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN é a de integrar Sindicalistas sem filiação partidária. É o caso de Vivalda Silva, Coordenadora do STAD e de muitos outros dirigentes da portaria e vigilância e das limpezas industriais.

Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP faz a antevisão do XVI Congresso

Carlos Trindade, Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP, faz a antevisão do XVI Congresso. Em discussão, o próximo Congresso da CGTP-IN e os desafios que se colocam ao governo do PS que amanhã, sábado, tomará posse.

18 outubro 2019

XVI Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP no INATEL da Foz do Arelho

A Corrente Sindical Socialista da CGTP vai organizar nos dias 26 e 27 de Outubro de 2019 o seu XVI Congresso no INATEL da Foz do Arelho.

Um Congresso subordinado ao tema:

CONTINUAR A DESENVOLVER SOCIALMENTE PORTUGAL, NUMA EUROPA PROGRESSISTA - POR UM MUNDO EM PAZ

Na CGTP-IN, reforçar o combate ao sectarismo - por um sindicalismo democrático, autónomo e reivindicativo

Um Congresso de especial importância pois antecede o da CGTP-IN a realizar em Fevereiro de 2020.

O Congresso é para todos os membros da Corrente, simpatizantes e militantes, e as inscrições decorrem até 21 de Outubro.

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN é a organização que agrupa delegados, dirigentes e activistas sindicais socialistas e independentes que desenvolvem a sua actividade no âmbito dos Sindicatos, Uniões e Federações da CGTP-IN e nos órgãos centrais da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional.
Autor: José Neves


03 outubro 2019

Sindicalistas Socialistas e Independentes da CGTP-IN lançam manifesto de apoio ao Partido Socialista


MANIFESTO DE APOIO
DE SINDICALISTAS SOCIALISTAS E INDEPENDENTES DA CGTP-IN AO PARTIDO SOCIALISTA NAS ELEIÇÕES DE 6 DE OUTUBRO DE 2019

Para bem dos trabalhadores, é necessário que Portugal continue a desenvolver-se:
em 6 de Outubro vamos tod@s votar PS

O Governo PS vai ser avaliado nas próximas eleições pelos portugueses e portuguesas - o verídico final vai ser dado pelo Povo, democraticamente, em de 6.Outubro.

O Governo PS, sustentado na Assembleia da Republica pelo PCP, o Bloco de Esquerda e o PEV, parou e superou a política de austeridade que o PSD e o CDS implementaram em Portugal durante cinco anos e que provocou uma crise económica, um elevado desemprego, uma grande pobreza e, em geral, uma profunda regressão económica e depressão social.

O Governo PS realizou políticas publicas de que resultaram a recuperação de direitos sociais e laborais retirados pelo governo do PSD/CDS (como foi o caso, entre muitos outros, dos quatro feriados), a evolução dos rendimentos (particularmente do Salário Mínimo Nacional e de outros salários e de pensões) e a criação de novos direitos sociais (muito em especial o novo sistema de passes sociais).

O mais relevante é que estas políticas progressistas acompanharam em linha o crescimento económico, o aumento do PIB, a redução do desemprego e de recuperação face á União Europeia, contrariando em absoluto o fatalismo da Direita.

O Primeiro-ministro António Costa, ultrapassou a desesperança dos trabalhadores e reformados, provocadas pelo desemprego, a exclusão e as desigualdades criadas pelo Governo da Direita.

Com a sua acção politica, António Costa e o Governo do Partido Socialista contribuíram decisivamente para o ambiente global de Bem-estar que vivemos em Portugal, o que é ainda mais significativo perante o surgimento da extrema-direita populista na Europa e no Mundo.
O Governo PS e o Primeiro-ministro António Costa, com as politicas progressistas que realizaram em Portugal, demonstraram que existe um outro caminho possível e totalmente contrário ao realizado pela Direita, de generalização do empobrecimento económico e de um profundo retrocesso social.

Mas, se o Governo PS demonstrou que este é “o caminho” que é necessário trilhar, a verdade é que ainda falta muito “caminho para caminhar” – necessitamos de continuar no futuro o que o presente tem de positivo!

Os trabalhadores e as trabalhadoras:
  • Compreendem que os perigos e obstáculos políticos, de carácter conservador, neoliberal e populista continuam a existir a nível nacional, europeu e internacional, sendo necessário consolidar o que já foi realizado – e unicamente o Partido Socialista assegura esta consolidação;
  • Necessitam que os problemas sociais e laborais que ainda não puderam ser resolvidos nesta legislatura o sejam na próxima – e só um Governo do Partido Socialista o pode fazer;
  • Ambicionam que, em Portugal, se continue a efectivar políticas de crescimento económico e de progresso social - e apenas um Governo do Partido Socialista garante que tal sucederá;
  • Desejam que as graves assimetrias sociais que persistem na Sociedade portuguesa sejam solucionadas – e somente um governo do Partido Socialista o pode realizar;
  • Entendem que a União Europeia necessita urgentemente de um novo e forte impulso progressista, que afaste as políticas conservadoras e neoliberais predominantes nos últimos anos e combata decisivamente a extrema-direita populista – e apenas o Partido Socialista assegura a concretização deste objectivo;
  • Sabem que somente um político sério, inteligente, corajoso e progressista tem condições para enfrentar, com êxito, os enormes desafios que se colocam actualmente a Portugal e aos portugueses – e António Costa, Secretário-geral do PS e Primeiro-Ministro, já demonstrou ter estas características pessoais!
É por estas razões que sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN
MANIFESTAM TODO O SEU APOIO AO PARTIDO SOCIALISTAS NAS ELEIÇÕES DE 6 DE OUTUBRO e, certos de interpretar os sentimentos da larga maioria dos trabalhadores afirmam convictamente que,
EM 6 DE OUTUBRO, VAMOS TOD@S VOTAR
Partido Socialista,
PARA BEM DOS TRABALHADORES!

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

23 setembro 2019

Um olho nos mercados e outro no povo, por Paulo Pedroso

Aqui deixamos um artigo de opinião de Paulo Pedroso emitido na TSF em 23 de Setembro de 2019.


©DR
Um olho nos mercados e outro no povo

Como tudo o que corre bem, não falta à solução de governo que tivemos nos últimos quatro anos quem reivindique os seus méritos. E não vão faltar definições contrastantes de que méritos são afinal esses.

O PS reivindica a descida do desemprego, o papel da prudência, do rigor orçamental e a credibilidade internacional do nosso caminho alternativo à teoria da austeridade expansionista, a subida do rendimento disponível das famílias e que cumpriu o que prometeu, quer no seu programa original, quer nos acordos com os partidos de esquerda.

O BE chama a si os termos em que se fez o aumento do salário mínimo e a sua capacidade de desfazer acordos e concessões que o governo tinha feito aos patrões na concertação social.

O PCP foca-se nos aumentos extraordinários das pensões, na redução dos horários de trabalho da função pública e na reposição de níveis salariais. E até o PAN vem dizer que se juntou ao comboio da mudança desde muito cedo na legislatura. Todos têm uma parte de razão. Mas nenhum mostra a chave para o sucesso do governo, que esteve em que o conjunto das forças que influenciaram as soluções encontradas ao longo da legislatura produziu um equilíbrio que não existiria de outra forma.

O programa económico do PS em 2015 era muito mais contido no que podia ser feito em benefício das pessoas do que aquilo acabou por se materializar desde primeiro Orçamento do Estado da legislatura, o que tão mal foi recebido em Bruxelas, e em relação ao qual a direita cometeu o erro fatal de desdenhar.

Os progressos sociais aconteceram nas áreas onde havia agendas dos parceiros que se impuseram pela interdependência gerada pela "geringonça". Uma parte substancial dessa agenda veio do próprio PS e, dentro do governo, da tensão entre os ministros de linha e o Ministério das Finanças, indo além do seu próprio programa. Mas outra veio de fora. Mais, a que veio de fora ajudou muito a criar espaço para a que vinha de dentro, e aconteceram coisas que pareciam inimagináveis. A direita acha que foi só sorte e boleia da conjuntura, mas foi uma sorte que deu muito trabalho e a deixou sem discurso nem estratégia. São conhecidos e reivindicados por todos à esquerda os sucessos, não os repito agora. Olhando em retrospetiva, conseguem vislumbrar-se também alguns perdedores desse encontro de agendas.

Em primeiro lugar, os direitos coletivos dos trabalhadores, em que o governo abdicou de iniciativa exceto em aspetos pontuais e entregou à concertação social (que funciona em modo bloco central) a responsabilidade de, por inércia, transformar uma boa parte das normas de exceção do tempo de crise e do governo de direita em novo normal. Neste capítulo, o desejo de estabilidade do PS, a falta de relevância sindical do BE e a prioridade dada aos rendimentos dos trabalhadores sobre os seus direitos coletivos pelo PCP, que manietou a CGTP, permitiram que a legislatura terminasse muito à direita do que se poderia ter esperado.

Em segundo lugar, os serviços públicos em geral e a saúde em particular. Apesar de, como indicou uma das sondagens do ICS-ISCTE, os portugueses os quererem tanto que embora tão avessos a impostos se disseram disponíveis a pagar mais para os melhorar, essa vontade não influenciou nem o governo cessante nem os programas eleitorais, todos antes preferindo prometer baixas de impostos ou melhorias de serviços sem assumir que eles têm custos que implicam contrapartidas em receita. Às vezes, os números mostram o que a retórica consegue esconder. A estatística diz que, por exemplo na saúde, em 2007 gastávamos 7% do PIB, 6,5% em 2012, e, em 2017, apenas 6%. Do mesmo modo na educação, descemos de 6,2% em 2007 para 5,8% em 2012 e 5% em 2017 ( dados do Eurostat ). Não acompanhámos em crescimento da despesa sequer o crescimento do PIB, apesar de serem nas palavras apostas estratégicas de todos, da direita à esquerda.

Mas o ponto essencial do sucesso da legislatura anterior foi a capacidade de governar com um olho nos mercados e outro no povo. Uma capacidade que a generalidade dos governos europeus não teve, ajudando a crescer o populismo. Só o PS poderia protagonizar um governo assim, porque o PSD escolheria sempre os mercados financeiros e o conservadorismo fiscal. Mas para protagonizar sozinho um governo com esse equilíbrio, o PS teria que dar aos eleitores a garantia de que o conseguiria só com os seus equilíbrios internos. O que poderia ter feito, mas não fez, com um programa eleitoral quantificado e socialmente ambicioso, sem pôr em causa a credibilidade adquirida. Não o fazendo, arrisca-se a gerar uma situação paradoxal para os seus interesses, de protagonizar o bloco de poder mais à esquerda de sempre, e acabar, nesse bloco, com o estatuto de partido à direita do seu próprio eleitorado.

No início da campanha eleitoral, PCP e BE tentam convencer o povo de esquerda que sem eles o olho esquerdo do PS se fecha.

Para conseguir maioria absoluta o PS tem que, ou confiar que a espiral de descida do PSD lhe resolve o problema, deixando-lhe todos os tabuleiros em aberto ou escolher se quer dar garantias à direita ou à esquerda, para conter uma ou a outra. Até agora tem procurado evitar esse debate, prometendo apenas mais e melhor do mesmo.

A surpresa dos últimos dias da pré-campanha eleitoral foi a retoma da capacidade de circunscrever danos por parte de Rui Rio. Se continuar assim, o resultado do PSD será mau, mas não o surpreendente desastre anunciado, e o PS ou mostra que consegue governar sozinho com um olho nos mercados e outro no povo ou acabará por dar razão àqueles que dizem que dar-lhe demasiada força é construir um poder com uma perna esquerda demasiado fraca e perder nessa passada a última hipótese de ter uma maioria absoluta.