07 novembro 2017

O CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO RUSSA, A POSIÇÃO DA CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA DA CGTP-IN


Revolução Russa: da esperança dos excluídos aos desafios do futuro

A 7 de Novembro, comemora-se os cem anos da Revolução Russa.

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) saúda fraternalmente o centenário da Revolução Russa, seja por aquilo que ela representou no contexto da sua época seja pelos ensinamentos que proporciona a todos aqueles que se empenham na transformação da sociedade perante os problemas e desafios contemporâneos.

A Revolução Russa no seu tempo – a esperança dos excluídos
À época, no mundo, a Revolução Russa provocou, nas enormes massas de trabalhadores oprimidos e excluídos, uma grande onda de esperança e de mudança na sociedade, solucionando os graves problemas sociais em que viviam.

Em 1917, a carnificina nas trincheiras da guerra de milhões de trabalhadores e camponeses fardados somente aumentou e agudizou, de uma forma atroz, as terríveis condições de trabalho então existentes nas fábricas, nas minas e nos campos, e a situação verdadeiramente indigente em que viviam dezenas de milhões de operários e suas famílias.

A guerra e o seu cortejo de morte e destruição tornaram a vida quase impossível para a larga maioria da população, aumentando as suas carências e aprofundando a sua exclusão social.

O exemplo da Revolução Russa, para os excluídos da sociedade construída pela Revolução Industrial, com as suas consignas de PAZ, PÃO e TERRA, percorreu a Europa e o mundo, criando, muito justamente, a esperança em como não somente era necessário como, principalmente, era possível mudar o estado insuportável e injusto em que trabalhavam e viviam!

Das principais realizações da Revolução Russa aos ensinamentos da História
Com a Revolução Russa, a História efectivamente mudou!
Essa mudança foi vastíssima, projectou-se em todos os campos da sociedade e contribuiu, nalguns casos decisivamente, para moldar o mundo em que hoje vivemos.

De imediato, a Revolução Russa trouxe a PAZ ao povo russo, com a assinatura dos acordos com a Alemanha, e a TERRA a dezenas de milhões de camponeses, com a nacionalização e a distribuição de terras da nobreza czarista e dos latifundiários aos camponeses.

Depois, no processo político que se lhe seguiu, destacando-se a formação política da URSS e, após a Segunda Guerra Mundial, com a criação da respectiva esfera de influência na geoestratégia mundial.

A Revolução Russa trouxe importantes e profundas mudanças políticas, sociais, científicas, culturais e geopolíticas, entre muitas outras, que devem ser devidamente recordadas e valorizadas neste momento, na economia, na organização política, no campo social, na vida em sociedade, no desenvolvimento tecnológico, nas relações internacionais e na geopolítica, nos equilíbrios geoestratégicos. Quanto a estes, é fundamental destacar o seu papel, seja na Segunda Guerra Mundial e na derrota do nazi-fascismo, para a destruição do qual contribuiu decisivamente, seja, no impulso ao processo de descolonização em África e na Ásia.

O fim da Guerra-Fria, nos finais dos anos oitenta, e a implosão da URSS, no início dos anos noventa, desequilibrou a relação de forças mundial e abriu a porta à actual pujança do neoliberalismo, ao unilateralismo geoestratégico dos EUA e ao aventureirismo de vários presidentes americanos, como G. W. Bush e o actual D. Trump.

Se este é o principal legado da Revolução Russa, por outro lado, porém, não devemos omitir o seu reverso.

Após os seus primeiros tempos heróicos, a Revolução Russa perdeu a dimensão humana da transformação da sociedade na voragem da elevação colectivista e na generalização do controle férreo e total do Estado em todas as dimensões da vida social, enquanto que os direitos humanos, a liberdade e a democracia foram considerados altamente subversivos e forte e duramente reprimidos. Aliás, uma das suas consignas iniciais, “Todo o poder aos sovietes (conselhos)!”, muito cedo desapareceu, e a ausência de democracia na sociedade e de controle operário nas unidades de produção foi total, sendo substituídos por um poder absoluto do Estado, em todas as esferas da vida social, até ao limite do inaceitável.

Este processo foi acompanhado por uma generalização de acções securitárias e policiais, cuja expressão maior foi o GULAG, e pela criação e elevação ao extremo do culto de personalidade de Estaline.

Esta ausência de democracia e participação encontra-se na própria génese da Revolução Russa.

Imediatamente após a Revolução, as primeiras eleições que estavam então a decorrer para a Assembleia Constituinte russa, a Duma, foram suspensas e os seus resultados anulados, tendo a própria Assembleia Constituinte sido dissolvida por ordem de Lenine a 6 Janeiro de 1918. Razão – os bolcheviques estavam a perder as eleições (com 22% dos votos), e os socialistas-revolucionários a ganhá-las (com 40% dos votos).

Desde então e durante todo o período soviético, nunca mais existiram eleições livres e democráticas na Rússia.

Por outro lado, após a destruição da democracia representativa, em 1918, o poder bolchevique eliminou a democracia participativa, entre 3 a 17 de Março de 1921. Neste período, as tropas russas, comandadas pelo comissário da guerra Leon Trotski, atacaram militarmente a base naval de Kronstadt, junto a Petrogrado, e destruíram a tiro o seu soviete. Razão – os seus marinheiros, que tinham sido um dos principais esteios da Revolução em 1917, passaram a criticar o poder bolchevique e a sua ambição de total controlo dos sovietes. Desta forma, a consigna inicial dos bolcheviques, “Todo o poder aos soviéticos”, desapareceu na voragem dita revolucionária.

Assim foi esmagada a democracia na Revolução Russa – a representativa em 1918 e a participativa em 1921. Em sua substituição, instalou-se um poder total, sem participação nem democracia – o poder bolchevique.
No empolgamento da Revolução e em todo o processo subsequente, estes factos maiores foram sendo omitidos – mas hoje são considerados uma marca identitária do processo revolucionário soviético e da génese da própria ideologia que o sustentou.

A vontade do poder bolchevique de controlar totalmente a sociedade estendeu-se a todas as esferas da vida social. Impedir por todas as formas, incluindo a das armas e outras formas de repressão, a acção democrática e a participação popular passou a ser uma prática comum. Os sindicatos, já então as maiores organizações sociais que existiam, foram um dos seus alvos privilegiados desde a primeira hora. A célebre enunciação de Lenine “os sindicatos são a corrente de transmissão do partido junto aos trabalhadores” expressa, exacta e simultaneamente, a relevância dos sindicatos e a necessidade do seu domínio absoluto pelo partido bolchevique, como forma de controlar os próprios trabalhadores e a sua acção colectiva. Qualquer sindicalista que tivesse um sentido, mesmo pequeno, de independência orgânica ou autonomia ideológica dos sindicatos era considerado criminoso – durante o poder bolchevique, os sindicatos foram sempre considerados uma extensão do partido e uma parte do aparelho de Estado.

Através destas variadas formas, a Revolução Russa, ao longo das décadas, perdeu a sua seiva criadora, esvaziou a sua fonte mobilizadora, desperdiçou a sua capacidade atractiva das massas e alienou a maior parte da sua base social de apoio, quer na própria Rússia quer a nível mundial.

Porém, todo o século XX foi marcado indelevelmente pela Revolução Russa – em todos os seus ensinamentos, sejam os de carácter positivo sejam os de carácter negativo – e nada oblitera a sua importância na História contemporânea.

Mas a História não se repetirá!

Não somente porque as circunstâncias actuais são totalmente diferentes como, principalmente, porque a experiência histórica da Revolução Russa (e outras que nela se inspiraram) demonstrou que, essencialmente, aquele não é o caminho e que é necessário um outro caminho para se realizar a necessária transformação da sociedade.

A transformação económica, social, política e cultural da sociedade tem de ser realizada, sempre, com a participação democrática dos cidadãos e o respeito pelos direitos humanos – somente desta forma as transformações serão perenes, porque os cidadãos as incorporam e vivificam quotidianamente e as projectam no futuro. Ditaduras, seja de que natureza for, estão condenadas a prazo, como a História o demonstra, incluindo a da Revolução Russa!

A Revolução Russa demonstrou que não existem determinismos históricos previamente inscritos no processo de desenvolvimento humano – à partida, não existem “Amanhãs que cantam”, tal como não existe qualquer “Fim da História!”.

São os homens e mulheres, com a sua inteligência, capacidade, participação, dedicação, espírito de sacrifício e acção, que constroem o presente e projectam o futuro – são eles que fazem a História!

Saudar, hoje, a Revolução Russa é, principalmente, ter a certeza de que o mundo continuará a ser transformado pela acção do Homem, mas que esta Revolução não é nem pode ser replicada.

Bem pelo contrário, os seus ensinamentos têm de ser devidamente considerados e valorizados mas inseridos no seu contexto e estudados em todas as suas consequências. Comemorar encomiasticamente hoje a Revolução Russa, descontextualizando-a e não a compreendendo à luz da realidade actual, é colocá-la como “peça” estimável e louvável no Museu da História e não como um “laboratório” da transformação social da humanidade que devemos estudar em todas as suas dimensões e consequências.

Os desafios do futuro – a necessidade de transformação do mundo
Saudar actualmente a Revolução Russa é, essencialmente, estudar o processo histórico e analisar o actual mundo em que vivemos, para melhor o transformarmos.
Concretamente:
1.       Compreender que o neoliberalismo se apropriou da Revolução Científica e Técnica que se desenvolve aceleradamente nas sociedades humanas desde os anos oitenta do século passado, revolucionando e globalizando a economia, o ambiente, a política, o social e o cultural, e que procura impor a todas as dimensões da sociedade a sua visão filosófica – que os interesses egoístas dos indivíduos se impõem às conveniências do conjunto da comunidade, desta forma tentando individualizar e mercantilizar todas as relações sociais e destruir as inúmeras práticas de solidariedade existentes em todos os níveis e espaços da vida comunitária;
2.       Reconhecer que este processo está a criar mais riqueza mas, simultaneamente, aprofunda as desigualdades entre a esmagadora maioria da população, particularmente os trabalhadores e as classes populares, que regrediu nas suas condições de vida, de trabalho e de oportunidades, excluindo-a de ser beneficiária efectiva do crescimento económico, e a pequena minoria possidente que concentra a riqueza e o poder económico e que, na generalidade, tenta controlar o próprio poder político, em última análise, subvertendo a própria democracia e colocando em sério risco os direitos humanos;
3.       Assumir que, neste quadro, o mundo actual é injusto e tem de ser transformado – a situação existente não pode continuar, com tendência para piorar! A injustiça, a miséria e a marginalização que os trabalhadores e outras classes populares sofrem não podem continuar, bem pelo contrário, têm de ser combatidas, e é fundamental “coser” este combate sem tréguas ao neoliberalismo com a luta consequente pela democracia económica, social, política e cultural, o desenvolvimento sustentável e a repartição da riqueza – somente desta forma os trabalhadores e outras classes populares alcançarão o bem-estar e justiça social, a vida com dignidade, paz e liberdade a que têm direito!

Neste ano em que se comemora o centésimo aniversário da Revolução Russa, a CSS da CGTP-IN continua a reivindicar a transformação da sociedade e incentiva os seus militantes e simpatizantes a envolverem-se nesse processo transformador.

Ao mesmo tempo que saúda este centésimo aniversário da Revolução Russa, a CSS da CGTP-IN afirma que a sua experiência é, contextualmente, perfeitamente compreendida e devidamente valorizada.

Mas afirma que, se os seus ensinamentos são estudados perante a dimensão dos problemas e desafios contemporâneos, face aos factos históricos e à realidade actual, a sua experiência jamais será replicada.

Compreender esta evidência é a melhor forma de saudar o centésimo aniversário da Revolução Russa! 
Lisboa, 7 Novembro 2017

O Secretariado Nacional da
Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

02 novembro 2017

Partido Socialista organiza debate "Caminhos para a Igualdade, Equilíbrio de Género na Gestão das Organizações"

No dia 9 de Novembro no Salão Nobre - Sede do PS em Lisboa, o Departamento do Trabalho do PS, em conjunto com o Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, realiza um debate “Caminhos para a Igualdade: Equilíbrio de Género na Gestão das  Organizações”

Num mercado de trabalho em profunda mutação em que nos defrontamos com novas formas de organização do trabalho, com ritmos cada vez mais acelerados, com uma crescente invasão da esfera privada, que papel podem e devem ter as mulheres em lugares de decisão e, sobretudo, como é que o facto de existir um maior equilíbrio de género nos órgãos de poder das empresas pode influenciar positivamente não só a vida dos trabalhadores e trabalhadoras mas a própria empresa. 

Apelamos à participação nesta iniciativa.

As inscrições devem ser feitas para Aida Santos: trabalho@ps.pt ou ainda pelo telefone 21 382 20 98

26 outubro 2017

Associação Fórum Manifesto organiza debates sobre o trabalho do futuro, o futuro do trabalho

O Fórum de Outono, nos próximos dias 27 e 28 de Outubro, organizado pela Associação Fórum Manifesto, é este ano inteiramente dedicado ao tema do Trabalho, questão central e estratégica para uma política de esquerda, mas frequentemente menorizada no debate político e no espaço público. A conferência de abertura, na sexta-feira, é feita por um dos mais qualificados cientistas sociais europeus das relações de trabalho e do sindicalismo, Richard Hyman, tendo como tema "O passado, o presente e os futuros possíveis do Trabalho: Estamos à altura do desafio?".


Depois, na sexta-feira e no sábado, seguem-se debates sobre as principais dimensões do Trabalho: os desafios actuais da organização dos trabalhadores; as reformas laborais necessárias; a desconstrução de conceitos, indicadores e mitos sobre o trabalho; as mudanças tecnológicas e o futuro do trabalho; a avaliação das políticas laborais da actual governação.


Com a participação de um conjunto qualificado e plural de investigadores, sindicalistas e activistas sociais, o Fórum será uma oportunidade para todos os interessados participarem numa intensa reflexão colectiva sobre a centralidade e o valor do trabalho e o seu lugar nas alternativas necessárias, de política e de sociedade.

As inscrições podem ser feitas aqui: http://manifesto.com.pt/

20 outubro 2017

Curso de Outono da Escola Sindical do Instituto Ruben Rolo

Aqui fica o programa do Curso de Outono da Escola Sindical do Instituto Ruben Rolo que se realiza dia 21 de Outubro, no Hotel Vip Zurique, em Lisboa, onde a negociação colectiva é o tema central.

9:30 h            Abertura

9:45 h            António Chora, Ex-Coordenador da CT da AutoEuropa

10:15 h          Reinhard Naumann, Fundação Friedrich Ebert

10:30 h          Carlos Trindade, Secretário-Geral da CSS da CGTP-IN

10:45 h          Debate
                      Moderação de Ludovina Sousa, Dirigente do STAL de Viana do Castelo

12:15 h          Organização do trabalho em grupo

12:30 h           Almoço

14:00 h          Trabalho em grupo

15:30 h          Plenário - Apresentação das conclusões dos grupos

16:05 h          Debate
                      Moderação de Brígida Batista, Dirigente do SPGL

17:00 h          Encerramento – Fernando Gomes, Instituto Ruben Rolo

19 outubro 2017

Tertúlia, Princípios do Socialismo à volta de Antero

No âmbito da Escola Sindical do Instituto Ruben Rolo, será organizada uma Tertúlia, que servirá para a apresentação do livro "Princípios do Socialismo à volta de Antero" de Francisco Castro Rego, cujo programa aqui deixamos.

18 outubro 2017

Conferência Internacional, negociação colectiva pelo emprego com direitos

Realiza-se a 20 de Outubro de 2017, pelas 17:30 horas, no Hotel Vip Zurique uma Conferência Internacional sobre negociação colectiva para emprego com direitos.

Aqui fica o programa:

17h15   Recepção e inscrição dos participantes
17h30   Abertura
Fernando Jorge (Instituto Ruben Rolo, Lisboa)
Reinhard Naumann (Fundação Friedrich Ebert, Lisboa)

17h45   Negociar boas condições de trabalho e criação de emprego: Uma perspetiva internacional
Witich Rossmann (DGB, Colónia)

18h15   Casos de negociações bem-sucedidas em Portugal
Isabel Tavares (FESETE, Porto)
Carlos Trindade (STAD, Lisboa)

18h45   Mesa redonda: Ideias para a dinamização da contratação coletiva em Portugal
Carlos Trindade (STAD, Lisboa), Aderito Gil (SINDEL, Lisboa), Isabel Tavares (FESETE, Porto), Paula Agapito (CRL, Lisboa)
Moderador: Henrique Sousa (Sociólogo, Lisboa)

19h30   Debate com o público

20h15   Encerramento
Vivalda Silva (Instituto Ruben Rolo, Lisboa)

A Conferência decorrerá em português e alemão. Haverá tradução simultânea.

Inscrições: 21 357 33 75, Fax 21 357 34 22, e-mail: info@feslisbon.org
Oradores (em ordem alfabética)
Carlos Trindade é membro da Comissão Executiva da CGTP e do grupo sindical português no Comité Económico e Social Europeu (CESE). Participou nas recentes negociações que resultaram na assinatura de um novo CCT da Vigilância Privada assinado em 2017.
Paula Agapito é Coordenadora executiva do Centro de Relações Laborais (CRL).
Isabel Tavares é Coordenadora da Federação Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal (FESETE).
Aderito Gil é advogado do SINDEL (Sindicato Nacional da Industria e da Energia) e tem uma vasta experiência na negociação coletiva em vários setores.
Witich Rossmann (DGB, Colónia) é doutorado em ciências políticas e desde julho de 2017 Presidente da estrutura local da DGB na cidade de Colónia. Anteriormente, exerceu durante 32 anos funções no sindicato IG Metall.

27 setembro 2017

SAUDAÇÃO E APOIO DA CORRENTE SINDICAL SOCIALISTAS DA CGTP-IN ÀS CANDIDATURAS AUTÁRQUICAS DO PARTIDO SOCIALISTA


Reunido a 23 de Setembro de 2017, o Conselho Nacional de Coordenação da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN), analisando a importância, no quadro da actual situação político-sindical das próximas eleições autárquicas e considerando que muitos dos seus militantes e simpatizantes são candidatos nas listas do Partido Socialista, deliberou:
APELAR
Aos trabalhadores que participem activamente nas próximas eleições autárquicas para que, com o seu voto, dignifiquem a democracia e reforcem os órgãos eleitos que vão gerir os territórios;
EXORTAR
Os Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN para que se empenhem ainda mais, nesta recta final da campanha, para que o PS conquiste mais autarquias, reforçando a sua posição de maior partido autárquico do país e projectando o actual projecto de governação, que combate a direita e está a lançar Portugal na senda do crescimento económico e do progresso social;
SAUDAR
Os candidatos do Partido Socialista, certos que, com a sua acção política de proximidade, contribuirão decisivamente para a disseminação dos ideais de solidariedade e dos valores do estado social junto às populações;
APOIAR
As candidaturas do Partido Socialista, confiando plenamente que a sua futura gestão autárquica servirá as populações, criando-lhes melhores condições de vida e de mais bem-estar social;
AFIRMAR
Que continuarão, com empenho e criatividade, a intervir na campanha eleitoral em cada freguesia e concelho, respeitando rigorosamente as diferenças existentes entre a actividade sindical e a acção política.
Lisboa, 23 de Setembro de 2017

O Conselho Nacional de Coordenação da CSS da CGTP-IN

23 agosto 2017

AGENDA

23 Setembro de 2017, 10 Horas, Lisboa
 
Reunião do Conselho Nacional de Coordenação da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN com o Secretariado e Mesa do Congresso.


20 e 21 de Outubro de 2017, Hotel Vip Zurique, Lisboa
 
Curso de Outono da Escola Sindical do Instituto Ruben Rolo (ESIRR).

06 junho 2017

O Mundo do Trabalho em Debate: Tendências, Poderes e Protagonistas

O CES Lisboa vai organizar um Seminário Internacional “O Mundo do Trabalho em Debate: Tendências, Poderes e Protagonistas”, que terá lugar no dia 7 de junho, pelas 9h30, no Auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza, R. Viriato, 13E).

Realizado no âmbito de um projeto de investigação sobre o poder sindical no contexto de austeridade, este Seminário Internacional, que apresenta um leque de oradores nacionais e internacionais de relevo, propõe-se debater as tendências das relações laborais na Europa e procurar respostas quanto ao papel atual dos sindicatos.

Apelamos à vossa participação e deixamos aqui o Programa:
9h15 Receção dos participantes

9h30 Abertura

Hermes Augusto Costa (Centro de Estudos Sociais-Fac. Economia UC/CES-FEUC) | Reinhard Naumann (Fundação Friedrich Ebert) | Philippe Pochet (European Trade Union Institute - ETUI)


MESA 1

9h45 Tendências europeias nas relações trabalho

Klaus Doerre (Universidade Friedrich-Schiller, Jena) | Philippe Pochet (European Trade Union Institute - ETUI) | Raquel Rego (Instituto de Ciências Sociais/UL)

Moderador: Elísio Estanque (CES-FEUC)


MESA 2

11h45 Poderes sindicais em debate (I)


Richard Hyman (Professor Emeritus, LSE) | Udo Bonn (ex-coordenador da CT da Atlas Copco Energas, Colonia) | Florian Butollo (Universidade Friedrich-Schiller, Jena)

Moderador: Dora Fonseca (CES)


MESA 3

14h30 Desafios da precariedade e reconfigurações do trabalho


António Chora (ex-coordenador da CT da Autoeuropa) | Marco Marques (Associação de Combate à Precariedade-Precários Inflexíveis) | Danilo Moreira (Sindicato dos Trabalhadores dos Call Centers)

Moderador: Rebecca Gumbrell-McCormick (Birkbeck University of London)


MESA 4

16h15 Poderes sindicais em debate (II)


Carlos Silva (Secretário Geral da UGT) | João Torres (Comissão Executiva da CGTP)

Moderador: Ulisses Garrido (European Trade Union Institute - ETUI)


18h00 Encerramento

Manuel Carvalho da Silva (CES-Lisboa)



O Seminário decorrerá em português, inglês e alemão e terá tradução simultânea.


MAIS INFORMAÇÕES E CONTACTOS
CES Lisboa |

ceslx@ces.uc.pt | 216 012 848

29 maio 2017

Sessão de encerramento do XIV Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

A Sessão de encerramento do XIV Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN decorreu no dia 28 de Maio de 2017 com início às 15 horas e contou, como os convidados especiais, com Reinhard Naumann (Fundação Friedrich Ebert), Ivan Gonçalves (Secretário-Geral da Juventude Socialista), Sérgio Monte (Tendência Sindical do Partido Socialista) e Wanda Guimarães (Deputada e Secretária Nacional do PS para o Trabalho).

Em nome da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN interveio Carlos Trindade, Secretário-Geral da Corrente.

A Mesa desta sessão foi constituída por Maria Filomena Correia, Reinhard Naumann, Carlos Trindade, Wanda Guimarães, Fernando Jorge, Sérgio Monte, Fernando Gomes, Ivan Gonçalves, Vivalda Silva e Francisco Medeiros.

O Secretário-Geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, sempre convidado para os nossos Congressos, recusou o convite e enviou como habitualmente uma saudação ao Congresso que foi lida por Vivalda Silva da Corrente e que faz parte da Comissão Executiva da CGTP-IN.

Acto simbólico que repetimos, anunciado pelo Fernando Gomes durante a sua intervenção de boas vindas aos convidados, foi a da entrada de novos militantes para o PS, cabendo ao Secretário-Geral da CSS da CGTP-IN, Carlos Trindade, entregar o conjunto de fichas a Wanda Guimarães na sua qualidade de Secretária Nacional do PS para o Trabalho.

Fotos da autoria de Fernando Lima

XIV Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (2.ª Sessão)

A 2.ª sessão do XIV Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, que se realizou no Oceanário de Lisboa, decorreu dia 28 de Maio de 2017 durante a manhã.

A Mesa desta sessão foi composta por Mário Santos, João Maneta, José Pinheiro, Júlia Ladeiro, Carlos Trindade (Secretário-Geral da CSS da CGTP-IN), Fernando Jorge (Presidente da Mesa do Congresso), Armindo Carvalho, Maria da Luz Lopes, Manuel Pinto Silva e Fernando Lima.

Esta sessão continuou a discussão em torno da resolução politico-sindical onde os protagonistas foram os vários congressistas.

Esta sessão foi encerrada por Carlos Trindade, que apresentou as propostas de alteração à resolução, todas elas aceites.

O Presidente da Mesa do Congresso colocou, no final da discussão, à votação a resolução politico-sindical a qual mereceu aprovação unânime e que será aqui publicada brevemente.
Fotos da autoria de Fernando Lima