10 dezembro 2025

Manuel Carvalho da Silva diz-nos que não há possibilidade de melhorar os salários sem contratação colectiva

Manuel Carvalho da Silva é doutorado em Sociologia, sindicalista, tendo sido coordenador e Secretário-geral da CGTP-IN entre 1986 e 2012.

Manuel Carvalho da Silva tornou-se uma das figuras mais marcantes do movimento sindical em Portugal. Antes disso trabalhou como operário electricista e iniciou a actividade sindical após 1974. Mais tarde licenciou-se e doutorou-se em Sociologia, dedicando-se ao estudo do trabalho e das relações laborais.

Após deixar a liderança da CGTP-IN, passou a actividade sobretudo académica e de investigação, sendo investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e actualmente é coordenador do CoLABOR, mantendo intervenção pública em temas laborais e sociais.

Miguel Cabrita realça a importância desta Greve Geral ser convocada pela CGTP-IN e UGT e com a adesão de muitos sindicatos Independentes

Miguel Cabrita é licenciado em Sociologia e docente universitário no ISCTE.

Actualmente é deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo de Lisboa e coordenador dos deputados do PS na comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão. 

Desempenhou funções no Governo como Secretário de Estado do Emprego e mais tarde Secretário de Estado Adjunto do Trabalho e da Formação Profissional. A nível local, é também Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas.

A sua actividade política centra-se sobretudo em políticas de trabalho, emprego, formação profissional e segurança social.

Foi a Ministra que implementou a Agenda do Trabalho Digno: aqui fica o seu testemunho

Ana Mendes Godinho destacou-se enquanto Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao liderar a Agenda do Trabalho Digno, considerada a reforma laboral mais abrangente das últimas décadas e a primeira desde 2003 que não retirou direitos aos trabalhadores, mas os reforçou. Sob a sua coordenação, foram consolidadas medidas para combater a precariedade, regular novas formas de trabalho, proteger jovens e trabalhadores de plataformas digitais, reforçar a negociação colectiva e garantir melhores condições de conciliação entre vida profissional e pessoal. Esta agenda marcou uma viragem estrutural na política laboral portuguesa, afirmando-se como um pacote legislativo centrado na dignificação das relações de trabalho e no fortalecimento dos direitos laborais num contexto económico e social em mudança.

As razões para fazer greve, no testemunho de Pedro Ferreira

Pedro Ferreira, nascido e criado em Tomar, é Vice-presidente da concelhia da Juventude Socialista das terras nabantinas. Licenciado em Biologia e Geologia e Mestrando em Ensino da mesma área científica, é atualmente professor de futuros Técnicos Auxiliares de Educação e de Saúde na Escola Secundária de Amora, Seixal. Destaca-se ainda o seu trabalho social no tecido associativo tomarense como músico e como dirigente associativo, assim como sendo representante jovem do Conselho Municipal de Segurança de Tomar. 

João Torres saúda os trabalhadores e trabalhadoras que dia 11 de Dezembro participarão na Greve Geral

João Torres é engenheiro civil e deputado à Assembleia da República. Foi Secretário-Geral da Juventude Socialista, membro do Governo e Secretário-Geral Adjunto do Partido Socialista.

Actualmente, exerce funções como Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS e Vice-Presidente da Internacional Socialista.

Regina Soares deu o seu testemunho: Temos que estar ao lado de todos os trabalhadores para construir um futuro mais justo

Regina Soares é profissional da Justiça desde 1995, o seu percurso tem sido marcado pelo compromisso com o serviço público, tendo exercido funções como Escrivã Auxiliar e Escrivã Adjunta nas jurisdições Penal, Cível, Trabalho e Execuções.

Desde 2016, desempenha funções como Técnica de Justiça Principal no DIAP de Lisboa, com experiência em áreas de elevada complexidade, incluindo SEIVD e grande criminalidade. No movimento sindical, integra desde 2020 a Direção Nacional do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), onde foi Secretária Executiva Regional de Lisboa, assumindo a 25 de Julho de 2025 a Presidência do SFJ.

Detém licenciaturas em Sociologia e em Direito, uma pós-graduação em Administração Pública, e encontra-se a concluir o mestrado, cuja investigação incide sobre o papel dos Oficiais de Justiça como agentes de mudança, com especial enfoque na liderança e na gestão democrática aplicadas à modernização das secretarias judiciais.

André Abraão diz que as alterações ao Código do Trabalho também prejudica os trabalhadores da Administração Pública

André Abraão, jurista, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, é trabalhador da Administração Pública e desempenha as funções de Secretário-Geral Adjunto da Juventude Socialista, Vice-Presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas (IUSY) e membro da Comissão Política Nacional do Partido Socialista.

Paulo Lopes Silva, deputado do Partido Socialista, enumera os principais ataques aos direitos dos trabalhadores

Paulo Lopes Silva é um político vimaranense do Partido Socialista, formado em Engenharia Informática pela Universidade do Minho, que se destacou como vereador da Câmara Municipal de Guimarães entre 2021 e 2025, onde assumiu pelouros como Cultura, Turismo, Modernização Administrativa, Sistemas de Informação e Comunicação. Reconhecido pelo trabalho na dinamização cultural e na inovação dos serviços municipais, foi eleito deputado à Assembleia da República nas legislativas de 2025 pelo círculo de Braga, passando a dedicar-se em exclusivo à função parlamentar. No Parlamento, coordena a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto do grupo parlamentar do PS e integra ainda a Comissão de Reforma do Estado e Poder Local, áreas alinhadas com a sua experiência e prioridades políticas.

Ataque sem precedentes às políticas laborais, contra os direitos das mulheres, dos jovens e dos trabalhadores em geral, afirma Carla Tavares no testemunho que nos deixou

Carla Tavares é Licenciada em Gestão, deputada ao Parlamento Europeu desde 2024. Antes disso, foi durante muitos anos autarca na Amadora, incluindo presidente da Câmara Municipal entre 2013 e 2024.

Carla Tavares tem uma longa carreira no PS e experiência como deputada na Assembleia da República. No Parlamento Europeu integra o grupo S&D e trabalha sobretudo nas áreas de orçamento e controlo financeiro da União Europeia.

Dia 11 faremos a greve geral que o governo pediu, afirma Paulo Pedroso no seu apelo à Greve

 Paulo Pedroso, sociólogo, é actualmente Presidente da Associação Causa Pública.

Paulo Pedroso é uma figura influente nas políticas sociais em Portugal, tendo participado na criação do Rendimento Mínimo Garantido. Ocupou vários cargos governativos nos anos 1990 e 2000, incluindo o de Ministro do Trabalho e da Solidariedade no governo de António Guterres.

Nos últimos anos tem-se dedicado sobretudo à academia, consultoria internacional e análise de políticas públicas.

Eduardo Chagas: Os trabalhadores nos transportes marítimos, nas pescas ou no sector portuário, tem todos os motivos para lutar

Eduardo Chagas é Oficial da Marinha Mercante, da Direcção do Sindicato OFICIAISMAR, foi membro da Comissão Executiva da CGTP-IN até 2001 e do Conselho Nacional da CGTP-IN até 2023.

A nível europeu, desempenhou um papel central no movimento sindical dos transportes: foi Secretário-geral da Federação Europeia dos Sindicatos dos Transportes (ETF).

Representou Portugal, nomeado pela CGTP-IN, no Comité Económico e Social Europeu entre 1994 e 2006.

É membro do Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN.

José Pinheiro, que é professor, sabe como é viver sem estabilidade, por isso a 11 de Dezembro fazemos Greve Geral

José Pinheiro, é Professor, membro do Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN e da Direção Sindicato dos Professores da Zona Sul

Foi membro do Conselho Nacional da FENPROF, Conselho Nacional da CGTP e da Direção da União de Sindicatos do Norte Alentejo.

Miguel Costa Matos diz-nos que estamos perante um ataque sem precedentes aos nossos direitos laborais

Miguel Costa Matos é economista de formação e ex-secretário-geral da Juventude Socialista, onde se destacou pela renovação geracional e pela defesa de políticas públicas centradas na justiça social, clima e habitação.

Deputado à Assembleia da República desde 2019, integra comissões estratégicas como Orçamento e Finanças, contribuindo para debates sobre finanças públicas, economia e sustentabilidade. Com experiência governativa como adjunto económico do primeiro-ministro, representa uma nova geração de responsáveis políticos com intervenção activa na modernização do Estado Social, no combate às desigualdades e na promoção de soluções progressistas para os desafios da juventude e da sociedade portuguesa.

09 dezembro 2025

Carlos Martins apela à Greve por melhores salários e melhores condições de trabalho

Carlos Martins é fiscal municipal, Coordenador da Direção Regional de Vila Real do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e integra também a Direção Nacional do sindicato.

Maycon Santos fala-nos do custo de vida como uma das razões para fazermos a Greve Geral

Maycon Santos, Trabalhador na área das Relações Internacionais explica as razões para se fazer greve no dia 11 de Dezembro.

Elza Pais manifesta solidariedade para com a Greve Geral em função do ataque aos direitos de todos mas de forma especial para defender os direitos das mulheres

Elza Pais é Doutorada em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa, deputada do Partido Socialista e Presidente das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos.

Elza Pais tem uma longa intervenção nas áreas da igualdade de género, direitos humanos e políticas sociais. Ex-Secretária de Estado da Igualdade e antiga presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, destacou-se como uma das principais vozes nacionais no combate à violência doméstica, à discriminação e na promoção da cidadania plena. Mantém uma intervenção pública activa, articulando experiência académica e compromisso cívico na defesa da justiça social, da democracia e dos direitos fundamentais. 

A Greve Geral de 11 de Dezembro é para todos e todas...

No dia 11 de Dezembro, todas e todos somos chamados a defender direitos, salários e dignidade. Contra o retrocesso laboral e pela valorização do trabalho, juntamos a nossa força na Greve Geral. Quando atacam os direitos de quem trabalha, respondemos com unidade e determinação.

Projecto gráfico por @beatrizcurtosilva

Quando o problema é grave, a solução é a Greve Geral, diz-nos Diogo Torres

Diogo Torres é actualmente assessor sindical e investigador na área das políticas laborais, é economista, tendo sido assessor no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, onde integrou o gabinete do Secretário de Estado do Trabalho entre 2022 e 2024, primeiro como técnico especialista e depois como adjunto.

Licenciado pela Nova SBE, prosseguiu posteriormente actividade académica como assistente de investigação no ISCTE, com trabalho ligado às áreas da economia e das políticas públicas.


08 dezembro 2025

Vasco Prada: Dia 11 Dezembro, juntos, vamos demonstrar que o trabalho sem trabalhador não tem valor

Vasco Prada, é licenciado em direito, Coordenador Nacional do Observatório para a Habitação da Juventude Socialista e Membro do secretariado nacional da Juventude Socialista.

Vivalda Silva, dirigente das limpezas industriais, portaria, vigilância e domésticas, realça a convergência sindical entre a CGTP-IN e UGT para a Greve Geral

Vivalda Silva é Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD). 

Vivalda Silva tem uma longa intervenção na defesa dos trabalhadores destes sectores, especialmente nas áreas da limpeza e vigilância, tendo sido Coordenadora Nacional deste Sindicato. Foi também da Comissão Executiva e do Conselho Nacional da CGTP-IN.

Sofia Pereira, Secretária-geral da Juventude Socialista apela à união em torno de uma causa comum: uma vida digna para todas as pessoas

Sofia Pereira, 26 anos, natural de Lamego. Licenciada em Comércio e Relações Económicas Internacionais. É Secretária-geral da JS e Deputada à Assembleia da República. Progressista, feminista de esquerda.

07 dezembro 2025

Marta Temido considera a proposta de revisão das leis laborais inaceitável: porque condena os jovens a serem precários em permanência e faz regressar os bancos de horas individuais

Marta Temido é Administradora Hospitalar, com uma longa carreira na gestão de instituições de saúde, presidiu ao Conselho Directivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) entre 2016 e 2017 antes de integrar o Governo.

Foi Ministra da Saúde entre 2018 e 2022, período em que assumiu particular destaque na resposta à pandemia de COVID-19. Posteriormente, foi eleita deputada à Assembleia da República e, em 2024, tornou-se deputada ao Parlamento Europeu, onde continua a desempenhar funções nas áreas da saúde, direitos humanos, ambiente e política externa.

06 dezembro 2025

Greve Geral para defender o Estado Social, é o apelo de Carlos Trindade, anterior Secretário-geral da CSS da CGTP-IN

Carlos Trindade é membro do Comité Económico e Social Europeu nomeado pela CGTP-IN, foi dirigente, coordenador nacional e presidente da M.A.G. do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD) desde 1974 até 2024.
Foi membro do Conselho Nacional da CGTP-IN de 1980 até 2020, pertencendo à respectiva Comissão Executiva desde 1989 até 2020.
É militante da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN desde início dos anos noventa e foi seu Secretário-geral desde início dos anos dois mil até 2021.
Carlos Trindade é um dos mais experientes e influentes dirigentes da CGTP-IN, na qual começou a participar imediatamente após o 25 de Abril, sendo reconhecido como uma memória viva do movimento sindical português, sendo licenciado em Sociologia com um mestrado em História Moderna e Contemporânea.

GREVE GERAL DE 11 DEZEMBRO DE 2025

POSIÇÃO DA CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA DA CGTP-IN

SOBRE A GREVE GERAL DE 11 DE DEZEMBRO DE 2025 

A CSS DA CGTP-IN FELICITA AS DUAS CONFEDERAÇÕES SINDICAIS

PELA CONVERGÊNCIA DA CONVOCATÓRIA

E

CONVOCA TODOS OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS EM PORTUGAL

A ADERIREM MACIÇAMENTE À GREVE GERAL,

PARA QUE ESTA TENHA O SUCESSO NECESSÁRIO!

 

No actual momento político-social, a CSS da CGTP-IN toma a seguinte posição:

1.      FELICITA A CGTP-IN E A UGT

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) felicita calorosamente a CGTP-IN e a UGT pela decisão histórica de convergência entre as duas Confederações para a convocação da Greve Geral de 11 de Dezembro de 2025.

Num momento em que o Governo da AD (PSD/CDS), apoiado pelo Chega e pela Iniciativa Liberal, tenta impor um dos mais graves retrocessos laborais desde o 25 de Abril, o pacote laboral denominado como “Trabalho XXI”, a resposta só pode ser uma: a força organizada dos trabalhadores e a convergência sindical para travar esta ofensiva e derrotar esta iniciativa nefasta.”

Esta convergência, demostra que, quando os ataques aos trabalhadores são profundos, a unidade na acção não é apenas possível, é indispensável.

A CGTP-IN e a UGT honram a tradição das greves gerais conjuntas de 1988, 2010 e 2011 e a greve geral convergente de 2013, que travaram retrocessos laborais e sociais igualmente graves.

A CSS da CGTP-IN felicita:

  • a CGTP-IN, pela denúncia clara dos objectivos do Governo AD e a firmeza e clareza contra o ataque à contratação colectiva, ao direito à greve, aos salários e à protecção no despedimento e à sua disponibilidade de realizar convergências sindicais para defender os trabalhadores;
  • a UGT, pelo afrontamento às posições do Governo AD, pela sua oposição firme ao Pacote Laboral e a elevada responsabilidade social com que assume a necessidade de uma resposta convergente contra os direitos dos trabalhadores;

A história demonstra, que quando há Convergência entre as Confederações Sindicais, os trabalhadores vencem. Hoje, a CGTP-IN e a UGT voltam a colocar o interesse dos trabalhadores acima de diferenças legítimas que todos reconhecem.


2.      CONVOCAÇÃO AOS SINDICATOS INDEPENDENTES: que a prática das confederações seja o necessário bom exemplo para se ultrapassarem barreiras!

A ofensiva laboral do Governo AD é tão profunda que ninguém pode ficar de fora.

A CSS da CGTP-IN apela a todos os sindicatos independentes, muitos dos quais já assumiram publicamente a sua oposição ao Pacote Laboral, e dirige-lhes um apelo claro: que se juntem a esta convocação e integrem activamente a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Juntem-se à Greve Geral – ninguém deve ficar para trás na defesa dos trabalhadores!

A Convergência Sindical é a única resposta capaz de travar um ataque que anula e/ou fragiliza direitos, reduz rendimentos, precariza o futuro dos trabalhadores, muito em especial, da juventude e enfraquece o sindicalismo enquanto que, por outro lado, aumenta a riqueza e fortalece o poder patronal.

A Greve Geral não pertence a nenhuma Confederação: pertence aos trabalhadores, pertence à classe trabalhadora, porque o retrocesso laboral que está em causa a todos irá afectar.


3.      A CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA DA CGTP-IN E A GREVE GERAL

A CSS da CGTP-IN e os seus dirigentes assumem, como sempre assumiram, o seu dever histórico:

  • mobilizar nos locais de trabalho;
  • informar com rigor e desmontar a propaganda governamental;
  • organizar plenários, contactos directos e iniciativas públicas;
  • reforçar a convergência sindical, social e política;
  • contribuir para que a Greve Geral seja uma demonstração inequívoca de força da classe trabalhadora.

Os dirigentes, delegados e activistas da Corrente, espalhados a nível nacional por diversos sectores e em muitos sindicatos, estarão na linha da frente na preparação e sucesso da Greve Geral, coerentes com a nossa tradição de combate às políticas que colocam em causa os direitos e interesses da classe trabalhadora.

 

4.      PELA DIGNIDADE, PELA CONTRATAÇÃO COLECTIVA, PELA DEMOCRACIA E PELA PAZ

A Greve Geral de 11 de Dezembro é mais do que uma jornada de luta laboral: é uma afirmação de democracia, uma defesa do Estado Social, da Agenda do Trabalho Digno e da Constituição da República Portuguesa.

A CSS da CGTP-IN reafirma o seu compromisso:

  • Pela contratação colectiva como instrumento central de justiça social;
  • Pela valorização dos salários e das carreiras e pela repartição justa da riqueza;
  • Pela dignidade do trabalho e a elevação da classe trabalhadora;
  • Pelo respeito aos anseios e às reivindicações próprias da juventude trabalhadora;
  • Pelo Estado Social e a justiça e o bem-estar social;
  • Pela autonomia e pluralidade do movimento sindical;
  • Pela convergência sindical, única forma de derrotar as propostas do governo e do patronato.
  • Pelo direito à greve sem limitações abusivas;
  • Pela Liberdade, a Democracia e a Paz.

11 de Dezembro será um dia decisivo!

Viva a Greve Geral!

Viva a CGTP-IN!

Vivam os trabalhadores e as trabalhadoras que trabalham em Portugal!

Projecto gráfico por @beatrizcurtosilva

05 dezembro 2025

Maria Helena André, ex-Directora do ACTRAV: O que os trabalhadores querem é trabalho digno

Maria Helena André é uma dirigente e política portuguesa com uma longa ligação ao movimento sindical e às políticas de trabalho. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa, foi Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social entre 2009 e 2011.
Integrou a Organização Internacional do Trabalho onde foi directora do departamento dedicado às actividades dos trabalhadores (ACTRAV) até 31 de Outubro de 2025, onde desempenhou um papel central na promoção do diálogo social, do trabalho digno e da defesa dos direitos laborais a nível global, tendo sido uma das figuras portuguesas de maior destaque na OIT.

04 dezembro 2025

Esta Greve Geral é uma greve justa! Luís Moreira Testa diz que só temos trabalhadores motivados se tiverem confiança nos direitos conquistados

Luís Moreira Testa é deputado do Partido Socialista, jurista, com uma forte ligação ao distrito de Portalegre e ao Alto Alentejo. integra comissões nas áreas do ambiente, energia, infraestruturas, mobilidade e habitação. Vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, destacou-se pela intervenção na defesa da coesão territorial e do desenvolvimento do interior.

A nível regional, preside à Federação Distrital de Portalegre do PS e desempenhou funções autárquicas como Presidente nas assembleias municipal e intermunicipal, assumindo um papel relevante na articulação entre políticas nacionais e necessidades dos territórios de baixa densidade.

03 dezembro 2025

Reinhard Naumann diz-nos que a proposta "Trabalho XXI" é uma ameaça ao nosso modelo social

Reinhard Naumann é membro da PRÁXIS, investigador e analista social radicado em Portugal, com mais de três décadas dedicadas ao estudo do emprego, das relações laborais e das organizações sindicais e patronais. Licenciado em Ciências Políticas, faz parte do DINAMIA – ISCTE e do CESIS, onde trabalha sobre as estruturas de representação dos trabalhadores e dos empregadores. É um dos correspondentes em Portugal da rede EurWORK. Colaborou em projetos internacionais, incluindo estudos do Instituto Sindical Europeu e da OIT. Entre 1996 e 2021 foi representante da Fundação Friedrich Ebert em Portugal.

É autor de várias contribuições para estudos comparativos sobre políticas de emprego e relações laborais. Com base numa abordagem que combina rigor académico e compreensão crítica das mudanças no mundo do trabalho, contribui para o debate sobre as políticas laborais e os direitos dos trabalhadores em Portugal.

02 dezembro 2025

Mário Jorge Neves: o pacote laboral representa uma medida de puro terrorismo político e social

Mário Jorge Neves é médico, especialista em Saúde Pública e Medicina do Trabalho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Foi presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), sendo uma das vozes mais críticas das políticas governamentais para a profissão médica

01 dezembro 2025

O trabalho com direitos deve ser uma realidade, diz-nos a Ana Mafalda Pernão

Ana Mafalda Pernão é professora na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, faz parte do Conselho Geral do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL). Mestre em Psicologia e Pedagogia da Música, tem também formação em Administração Educativa e Regulamentação da Educação.
É uma voz pública relevante na defesa do ensino artístico, denunciando cortes orçamentais, degradação de condições e políticas que considera desvalorizarem a cultura. Defende o papel central das artes na formação humanista e no desenvolvimento das sociedades.

Carla Oliveira, Coordenadora da PRÁXIS, saúda as Confederações Sindicais e Sindicatos Independentes pela convergência para a Greve Geral

Carla Oliveira é socióloga e Coordenadora da PRÁXIS - Associação de Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo.