10 dezembro 2025

Manuel Carvalho da Silva diz-nos que não há possibilidade de melhorar os salários sem contratação colectiva

Manuel Carvalho da Silva é doutorado em Sociologia, sindicalista, tendo sido coordenador e Secretário-geral da CGTP-IN entre 1986 e 2012.

Manuel Carvalho da Silva tornou-se uma das figuras mais marcantes do movimento sindical em Portugal. Antes disso trabalhou como operário electricista e iniciou a actividade sindical após 1974. Mais tarde licenciou-se e doutorou-se em Sociologia, dedicando-se ao estudo do trabalho e das relações laborais.

Após deixar a liderança da CGTP-IN, passou a actividade sobretudo académica e de investigação, sendo investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e actualmente é coordenador do CoLABOR, mantendo intervenção pública em temas laborais e sociais.

Miguel Cabrita realça a importância desta Greve Geral ser convocada pela CGTP-IN e UGT e com a adesão de muitos sindicatos Independentes

Miguel Cabrita é licenciado em Sociologia e docente universitário no ISCTE.

Actualmente é deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo de Lisboa e coordenador dos deputados do PS na comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão. 

Desempenhou funções no Governo como Secretário de Estado do Emprego e mais tarde Secretário de Estado Adjunto do Trabalho e da Formação Profissional. A nível local, é também Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas.

A sua actividade política centra-se sobretudo em políticas de trabalho, emprego, formação profissional e segurança social.

Foi a Ministra que implementou a Agenda do Trabalho Digno: aqui fica o seu testemunho

Ana Mendes Godinho destacou-se enquanto Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao liderar a Agenda do Trabalho Digno, considerada a reforma laboral mais abrangente das últimas décadas e a primeira desde 2003 que não retirou direitos aos trabalhadores, mas os reforçou. Sob a sua coordenação, foram consolidadas medidas para combater a precariedade, regular novas formas de trabalho, proteger jovens e trabalhadores de plataformas digitais, reforçar a negociação colectiva e garantir melhores condições de conciliação entre vida profissional e pessoal. Esta agenda marcou uma viragem estrutural na política laboral portuguesa, afirmando-se como um pacote legislativo centrado na dignificação das relações de trabalho e no fortalecimento dos direitos laborais num contexto económico e social em mudança.

As razões para fazer greve, no testemunho de Pedro Ferreira

Pedro Ferreira, nascido e criado em Tomar, é Vice-presidente da concelhia da Juventude Socialista das terras nabantinas. Licenciado em Biologia e Geologia e Mestrando em Ensino da mesma área científica, é atualmente professor de futuros Técnicos Auxiliares de Educação e de Saúde na Escola Secundária de Amora, Seixal. Destaca-se ainda o seu trabalho social no tecido associativo tomarense como músico e como dirigente associativo, assim como sendo representante jovem do Conselho Municipal de Segurança de Tomar. 

João Torres saúda os trabalhadores e trabalhadoras que dia 11 de Dezembro participarão na Greve Geral

João Torres é engenheiro civil e deputado à Assembleia da República. Foi Secretário-Geral da Juventude Socialista, membro do Governo e Secretário-Geral Adjunto do Partido Socialista.

Actualmente, exerce funções como Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS e Vice-Presidente da Internacional Socialista.

Regina Soares deu o seu testemunho: Temos que estar ao lado de todos os trabalhadores para construir um futuro mais justo

Regina Soares é profissional da Justiça desde 1995, o seu percurso tem sido marcado pelo compromisso com o serviço público, tendo exercido funções como Escrivã Auxiliar e Escrivã Adjunta nas jurisdições Penal, Cível, Trabalho e Execuções.

Desde 2016, desempenha funções como Técnica de Justiça Principal no DIAP de Lisboa, com experiência em áreas de elevada complexidade, incluindo SEIVD e grande criminalidade. No movimento sindical, integra desde 2020 a Direção Nacional do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), onde foi Secretária Executiva Regional de Lisboa, assumindo a 25 de Julho de 2025 a Presidência do SFJ.

Detém licenciaturas em Sociologia e em Direito, uma pós-graduação em Administração Pública, e encontra-se a concluir o mestrado, cuja investigação incide sobre o papel dos Oficiais de Justiça como agentes de mudança, com especial enfoque na liderança e na gestão democrática aplicadas à modernização das secretarias judiciais.

André Abraão diz que as alterações ao Código do Trabalho também prejudica os trabalhadores da Administração Pública

André Abraão, jurista, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, é trabalhador da Administração Pública e desempenha as funções de Secretário-Geral Adjunto da Juventude Socialista, Vice-Presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas (IUSY) e membro da Comissão Política Nacional do Partido Socialista.

Paulo Lopes Silva, deputado do Partido Socialista, enumera os principais ataques aos direitos dos trabalhadores

Paulo Lopes Silva é um político vimaranense do Partido Socialista, formado em Engenharia Informática pela Universidade do Minho, que se destacou como vereador da Câmara Municipal de Guimarães entre 2021 e 2025, onde assumiu pelouros como Cultura, Turismo, Modernização Administrativa, Sistemas de Informação e Comunicação. Reconhecido pelo trabalho na dinamização cultural e na inovação dos serviços municipais, foi eleito deputado à Assembleia da República nas legislativas de 2025 pelo círculo de Braga, passando a dedicar-se em exclusivo à função parlamentar. No Parlamento, coordena a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto do grupo parlamentar do PS e integra ainda a Comissão de Reforma do Estado e Poder Local, áreas alinhadas com a sua experiência e prioridades políticas.

Ataque sem precedentes às políticas laborais, contra os direitos das mulheres, dos jovens e dos trabalhadores em geral, afirma Carla Tavares no testemunho que nos deixou

Carla Tavares é Licenciada em Gestão, deputada ao Parlamento Europeu desde 2024. Antes disso, foi durante muitos anos autarca na Amadora, incluindo presidente da Câmara Municipal entre 2013 e 2024.

Carla Tavares tem uma longa carreira no PS e experiência como deputada na Assembleia da República. No Parlamento Europeu integra o grupo S&D e trabalha sobretudo nas áreas de orçamento e controlo financeiro da União Europeia.

Dia 11 faremos a greve geral que o governo pediu, afirma Paulo Pedroso no seu apelo à Greve

 Paulo Pedroso, sociólogo, é actualmente Presidente da Associação Causa Pública.

Paulo Pedroso é uma figura influente nas políticas sociais em Portugal, tendo participado na criação do Rendimento Mínimo Garantido. Ocupou vários cargos governativos nos anos 1990 e 2000, incluindo o de Ministro do Trabalho e da Solidariedade no governo de António Guterres.

Nos últimos anos tem-se dedicado sobretudo à academia, consultoria internacional e análise de políticas públicas.

Eduardo Chagas: Os trabalhadores nos transportes marítimos, nas pescas ou no sector portuário, tem todos os motivos para lutar

Eduardo Chagas é Oficial da Marinha Mercante, da Direcção do Sindicato OFICIAISMAR, foi membro da Comissão Executiva da CGTP-IN até 2001 e do Conselho Nacional da CGTP-IN até 2023.

A nível europeu, desempenhou um papel central no movimento sindical dos transportes: foi Secretário-geral da Federação Europeia dos Sindicatos dos Transportes (ETF).

Representou Portugal, nomeado pela CGTP-IN, no Comité Económico e Social Europeu entre 1994 e 2006.

É membro do Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN.

José Pinheiro, que é professor, sabe como é viver sem estabilidade, por isso a 11 de Dezembro fazemos Greve Geral

José Pinheiro, é Professor, membro do Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN e da Direção Sindicato dos Professores da Zona Sul

Foi membro do Conselho Nacional da FENPROF, Conselho Nacional da CGTP e da Direção da União de Sindicatos do Norte Alentejo.

Miguel Costa Matos diz-nos que estamos perante um ataque sem precedentes aos nossos direitos laborais

Miguel Costa Matos é economista de formação e ex-secretário-geral da Juventude Socialista, onde se destacou pela renovação geracional e pela defesa de políticas públicas centradas na justiça social, clima e habitação.

Deputado à Assembleia da República desde 2019, integra comissões estratégicas como Orçamento e Finanças, contribuindo para debates sobre finanças públicas, economia e sustentabilidade. Com experiência governativa como adjunto económico do primeiro-ministro, representa uma nova geração de responsáveis políticos com intervenção activa na modernização do Estado Social, no combate às desigualdades e na promoção de soluções progressistas para os desafios da juventude e da sociedade portuguesa.

09 dezembro 2025

Carlos Martins apela à Greve por melhores salários e melhores condições de trabalho

Carlos Martins é fiscal municipal, Coordenador da Direção Regional de Vila Real do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e integra também a Direção Nacional do sindicato.

Maycon Santos fala-nos do custo de vida como uma das razões para fazermos a Greve Geral

Maycon Santos, Trabalhador na área das Relações Internacionais explica as razões para se fazer greve no dia 11 de Dezembro.

Elza Pais manifesta solidariedade para com a Greve Geral em função do ataque aos direitos de todos mas de forma especial para defender os direitos das mulheres

Elza Pais é Doutorada em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa, deputada do Partido Socialista e Presidente das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos.

Elza Pais tem uma longa intervenção nas áreas da igualdade de género, direitos humanos e políticas sociais. Ex-Secretária de Estado da Igualdade e antiga presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, destacou-se como uma das principais vozes nacionais no combate à violência doméstica, à discriminação e na promoção da cidadania plena. Mantém uma intervenção pública activa, articulando experiência académica e compromisso cívico na defesa da justiça social, da democracia e dos direitos fundamentais. 

A Greve Geral de 11 de Dezembro é para todos e todas...

No dia 11 de Dezembro, todas e todos somos chamados a defender direitos, salários e dignidade. Contra o retrocesso laboral e pela valorização do trabalho, juntamos a nossa força na Greve Geral. Quando atacam os direitos de quem trabalha, respondemos com unidade e determinação.

Projecto gráfico por @beatrizcurtosilva

Quando o problema é grave, a solução é a Greve Geral, diz-nos Diogo Torres

Diogo Torres é actualmente assessor sindical e investigador na área das políticas laborais, é economista, tendo sido assessor no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, onde integrou o gabinete do Secretário de Estado do Trabalho entre 2022 e 2024, primeiro como técnico especialista e depois como adjunto.

Licenciado pela Nova SBE, prosseguiu posteriormente actividade académica como assistente de investigação no ISCTE, com trabalho ligado às áreas da economia e das políticas públicas.


08 dezembro 2025

Vasco Prada: Dia 11 Dezembro, juntos, vamos demonstrar que o trabalho sem trabalhador não tem valor

Vasco Prada, é licenciado em direito, Coordenador Nacional do Observatório para a Habitação da Juventude Socialista e Membro do secretariado nacional da Juventude Socialista.

Vivalda Silva, dirigente das limpezas industriais, portaria, vigilância e domésticas, realça a convergência sindical entre a CGTP-IN e UGT para a Greve Geral

Vivalda Silva é Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD). 

Vivalda Silva tem uma longa intervenção na defesa dos trabalhadores destes sectores, especialmente nas áreas da limpeza e vigilância, tendo sido Coordenadora Nacional deste Sindicato. Foi também da Comissão Executiva e do Conselho Nacional da CGTP-IN.

Sofia Pereira, Secretária-geral da Juventude Socialista apela à união em torno de uma causa comum: uma vida digna para todas as pessoas

Sofia Pereira, 26 anos, natural de Lamego. Licenciada em Comércio e Relações Económicas Internacionais. É Secretária-geral da JS e Deputada à Assembleia da República. Progressista, feminista de esquerda.

07 dezembro 2025

Marta Temido considera a proposta de revisão das leis laborais inaceitável: porque condena os jovens a serem precários em permanência e faz regressar os bancos de horas individuais

Marta Temido é Administradora Hospitalar, com uma longa carreira na gestão de instituições de saúde, presidiu ao Conselho Directivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) entre 2016 e 2017 antes de integrar o Governo.

Foi Ministra da Saúde entre 2018 e 2022, período em que assumiu particular destaque na resposta à pandemia de COVID-19. Posteriormente, foi eleita deputada à Assembleia da República e, em 2024, tornou-se deputada ao Parlamento Europeu, onde continua a desempenhar funções nas áreas da saúde, direitos humanos, ambiente e política externa.

06 dezembro 2025

Greve Geral para defender o Estado Social, é o apelo de Carlos Trindade, anterior Secretário-geral da CSS da CGTP-IN

Carlos Trindade é membro do Comité Económico e Social Europeu nomeado pela CGTP-IN, foi dirigente, coordenador nacional e presidente da M.A.G. do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD) desde 1974 até 2024.
Foi membro do Conselho Nacional da CGTP-IN de 1980 até 2020, pertencendo à respectiva Comissão Executiva desde 1989 até 2020.
É militante da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN desde início dos anos noventa e foi seu Secretário-geral desde início dos anos dois mil até 2021.
Carlos Trindade é um dos mais experientes e influentes dirigentes da CGTP-IN, na qual começou a participar imediatamente após o 25 de Abril, sendo reconhecido como uma memória viva do movimento sindical português, sendo licenciado em Sociologia com um mestrado em História Moderna e Contemporânea.

GREVE GERAL DE 11 DEZEMBRO DE 2025

POSIÇÃO DA CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA DA CGTP-IN

SOBRE A GREVE GERAL DE 11 DE DEZEMBRO DE 2025 

A CSS DA CGTP-IN FELICITA AS DUAS CONFEDERAÇÕES SINDICAIS

PELA CONVERGÊNCIA DA CONVOCATÓRIA

E

CONVOCA TODOS OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS EM PORTUGAL

A ADERIREM MACIÇAMENTE À GREVE GERAL,

PARA QUE ESTA TENHA O SUCESSO NECESSÁRIO!

 

No actual momento político-social, a CSS da CGTP-IN toma a seguinte posição:

1.      FELICITA A CGTP-IN E A UGT

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) felicita calorosamente a CGTP-IN e a UGT pela decisão histórica de convergência entre as duas Confederações para a convocação da Greve Geral de 11 de Dezembro de 2025.

Num momento em que o Governo da AD (PSD/CDS), apoiado pelo Chega e pela Iniciativa Liberal, tenta impor um dos mais graves retrocessos laborais desde o 25 de Abril, o pacote laboral denominado como “Trabalho XXI”, a resposta só pode ser uma: a força organizada dos trabalhadores e a convergência sindical para travar esta ofensiva e derrotar esta iniciativa nefasta.”

Esta convergência, demostra que, quando os ataques aos trabalhadores são profundos, a unidade na acção não é apenas possível, é indispensável.

A CGTP-IN e a UGT honram a tradição das greves gerais conjuntas de 1988, 2010 e 2011 e a greve geral convergente de 2013, que travaram retrocessos laborais e sociais igualmente graves.

A CSS da CGTP-IN felicita:

  • a CGTP-IN, pela denúncia clara dos objectivos do Governo AD e a firmeza e clareza contra o ataque à contratação colectiva, ao direito à greve, aos salários e à protecção no despedimento e à sua disponibilidade de realizar convergências sindicais para defender os trabalhadores;
  • a UGT, pelo afrontamento às posições do Governo AD, pela sua oposição firme ao Pacote Laboral e a elevada responsabilidade social com que assume a necessidade de uma resposta convergente contra os direitos dos trabalhadores;

A história demonstra, que quando há Convergência entre as Confederações Sindicais, os trabalhadores vencem. Hoje, a CGTP-IN e a UGT voltam a colocar o interesse dos trabalhadores acima de diferenças legítimas que todos reconhecem.


2.      CONVOCAÇÃO AOS SINDICATOS INDEPENDENTES: que a prática das confederações seja o necessário bom exemplo para se ultrapassarem barreiras!

A ofensiva laboral do Governo AD é tão profunda que ninguém pode ficar de fora.

A CSS da CGTP-IN apela a todos os sindicatos independentes, muitos dos quais já assumiram publicamente a sua oposição ao Pacote Laboral, e dirige-lhes um apelo claro: que se juntem a esta convocação e integrem activamente a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Juntem-se à Greve Geral – ninguém deve ficar para trás na defesa dos trabalhadores!

A Convergência Sindical é a única resposta capaz de travar um ataque que anula e/ou fragiliza direitos, reduz rendimentos, precariza o futuro dos trabalhadores, muito em especial, da juventude e enfraquece o sindicalismo enquanto que, por outro lado, aumenta a riqueza e fortalece o poder patronal.

A Greve Geral não pertence a nenhuma Confederação: pertence aos trabalhadores, pertence à classe trabalhadora, porque o retrocesso laboral que está em causa a todos irá afectar.


3.      A CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA DA CGTP-IN E A GREVE GERAL

A CSS da CGTP-IN e os seus dirigentes assumem, como sempre assumiram, o seu dever histórico:

  • mobilizar nos locais de trabalho;
  • informar com rigor e desmontar a propaganda governamental;
  • organizar plenários, contactos directos e iniciativas públicas;
  • reforçar a convergência sindical, social e política;
  • contribuir para que a Greve Geral seja uma demonstração inequívoca de força da classe trabalhadora.

Os dirigentes, delegados e activistas da Corrente, espalhados a nível nacional por diversos sectores e em muitos sindicatos, estarão na linha da frente na preparação e sucesso da Greve Geral, coerentes com a nossa tradição de combate às políticas que colocam em causa os direitos e interesses da classe trabalhadora.

 

4.      PELA DIGNIDADE, PELA CONTRATAÇÃO COLECTIVA, PELA DEMOCRACIA E PELA PAZ

A Greve Geral de 11 de Dezembro é mais do que uma jornada de luta laboral: é uma afirmação de democracia, uma defesa do Estado Social, da Agenda do Trabalho Digno e da Constituição da República Portuguesa.

A CSS da CGTP-IN reafirma o seu compromisso:

  • Pela contratação colectiva como instrumento central de justiça social;
  • Pela valorização dos salários e das carreiras e pela repartição justa da riqueza;
  • Pela dignidade do trabalho e a elevação da classe trabalhadora;
  • Pelo respeito aos anseios e às reivindicações próprias da juventude trabalhadora;
  • Pelo Estado Social e a justiça e o bem-estar social;
  • Pela autonomia e pluralidade do movimento sindical;
  • Pela convergência sindical, única forma de derrotar as propostas do governo e do patronato.
  • Pelo direito à greve sem limitações abusivas;
  • Pela Liberdade, a Democracia e a Paz.

11 de Dezembro será um dia decisivo!

Viva a Greve Geral!

Viva a CGTP-IN!

Vivam os trabalhadores e as trabalhadoras que trabalham em Portugal!

Projecto gráfico por @beatrizcurtosilva

05 dezembro 2025

Maria Helena André, ex-Directora do ACTRAV: O que os trabalhadores querem é trabalho digno

Maria Helena André é uma dirigente e política portuguesa com uma longa ligação ao movimento sindical e às políticas de trabalho. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa, foi Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social entre 2009 e 2011.
Integrou a Organização Internacional do Trabalho onde foi directora do departamento dedicado às actividades dos trabalhadores (ACTRAV) até 31 de Outubro de 2025, onde desempenhou um papel central na promoção do diálogo social, do trabalho digno e da defesa dos direitos laborais a nível global, tendo sido uma das figuras portuguesas de maior destaque na OIT.

04 dezembro 2025

Esta Greve Geral é uma greve justa! Luís Moreira Testa diz que só temos trabalhadores motivados se tiverem confiança nos direitos conquistados

Luís Moreira Testa é deputado do Partido Socialista, jurista, com uma forte ligação ao distrito de Portalegre e ao Alto Alentejo. integra comissões nas áreas do ambiente, energia, infraestruturas, mobilidade e habitação. Vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, destacou-se pela intervenção na defesa da coesão territorial e do desenvolvimento do interior.

A nível regional, preside à Federação Distrital de Portalegre do PS e desempenhou funções autárquicas como Presidente nas assembleias municipal e intermunicipal, assumindo um papel relevante na articulação entre políticas nacionais e necessidades dos territórios de baixa densidade.

03 dezembro 2025

Reinhard Naumann diz-nos que a proposta "Trabalho XXI" é uma ameaça ao nosso modelo social

Reinhard Naumann é membro da PRÁXIS, investigador e analista social radicado em Portugal, com mais de três décadas dedicadas ao estudo do emprego, das relações laborais e das organizações sindicais e patronais. Licenciado em Ciências Políticas, faz parte do DINAMIA – ISCTE e do CESIS, onde trabalha sobre as estruturas de representação dos trabalhadores e dos empregadores. É um dos correspondentes em Portugal da rede EurWORK. Colaborou em projetos internacionais, incluindo estudos do Instituto Sindical Europeu e da OIT. Entre 1996 e 2021 foi representante da Fundação Friedrich Ebert em Portugal.

É autor de várias contribuições para estudos comparativos sobre políticas de emprego e relações laborais. Com base numa abordagem que combina rigor académico e compreensão crítica das mudanças no mundo do trabalho, contribui para o debate sobre as políticas laborais e os direitos dos trabalhadores em Portugal.

02 dezembro 2025

Mário Jorge Neves: o pacote laboral representa uma medida de puro terrorismo político e social

Mário Jorge Neves é médico, especialista em Saúde Pública e Medicina do Trabalho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Foi presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), sendo uma das vozes mais críticas das políticas governamentais para a profissão médica

01 dezembro 2025

O trabalho com direitos deve ser uma realidade, diz-nos a Ana Mafalda Pernão

Ana Mafalda Pernão é professora na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, faz parte do Conselho Geral do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL). Mestre em Psicologia e Pedagogia da Música, tem também formação em Administração Educativa e Regulamentação da Educação.
É uma voz pública relevante na defesa do ensino artístico, denunciando cortes orçamentais, degradação de condições e políticas que considera desvalorizarem a cultura. Defende o papel central das artes na formação humanista e no desenvolvimento das sociedades.

Carla Oliveira, Coordenadora da PRÁXIS, saúda as Confederações Sindicais e Sindicatos Independentes pela convergência para a Greve Geral

Carla Oliveira é socióloga e Coordenadora da PRÁXIS - Associação de Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo.

30 novembro 2025

João Pedro Meira apela a todos para que participem na Greve Geral: o que está em causa é uma alteração de valores e princípios

João Pedro Meira é natural de Portalegre, licenciado em Economia pela ISCTE Business School e pós-graduado em Economia e Políticas Públicas pelo ISEG.
Economista do Banco de Portugal desde 2019, é membro efetivo da sua Comissão de Trabalhadores desde 2023 e Secretário-geral Adjunto da Juventude Socialista desde Dezembro de 2024.

Porfírio Silva dá o seu apoio à Greve Geral de 11 Dezembro: o trabalho não é uma mera mercadoria.

Porfírio Silva é deputado do Partido Socialista e filósofo, com doutoramento em Epistemologia e Filosofia da Ciência. Combina uma forte atividade intelectual com intervenção política nas áreas da educação, ciência e cultura. É Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS e diretor da revista Portugal Socialista. Ao longo do seu percurso, tem destacado a importância do conhecimento, da democracia e das políticas públicas para reduzir desigualdades e promover uma sociedade mais justa.

29 novembro 2025

A Flávia Pimenta do PS de Vila Franca de Xira deixa-nos uma mensagem de esperança por um Portugal melhor

Flávia Pimenta é Secretária coordenadora da Secção do Partido Socialista de Vila Franca de Xira e Deputada Municipal em Vila Franca de Xira.

Mensagem, sobre a Greve Geral, de Fernando Gomes e Marco Oliveira aos trabalhadores do distrito de Portalegre

Marco Oliveira da Tendência Sindical Socialista da UGT (TSS da UGT) e Fernando Gomes da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) fazem um apelo aos trabalhadores do distrito de Portalegre, tanto do sector privado como público, para participarem na Greve Geral de 11 de Dezembro de 2025.

28 novembro 2025

Nada justifica este pacote laboral, diz-nos Henrique Sousa, dirigente da PRÁXIS

Henrique Sousa é politólogo de formação, analista de relações de trabalho e sindicalismo e Presidente da Mesa Assembleia Geral da Práxis - Associação de Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo.

As razões erradas do pacote laboral apresentadas por Tiago Barbosa Ribeiro

Tiago Barbosa Ribeiro é deputado do Partido Socialista e Presidente da Comissão Parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão. Presidente do PS Porto, foi também autarca na cidade. É um dos rostos mais activos na defesa dos direitos laborais, da contratação colectiva, da habitação e do Estado Social. Uma voz firme contra a precariedade e pelos direitos dos trabalhadores.

27 novembro 2025

As razões de Nelson Bento para fazermos a Greve Geral

Nelson Bento é Motorista, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e membro do Conselho Nacional de Coordenação da CSS da CGTP-IN. 

O Nelson exemplifica com situações vividas porque devemos fazer a Greve Geral.

O apelo de Rui Tomé para a greve geral

O apelo de Rui Tomé para a greve geral. Rui Tomé é o Coordenador Nacional do STAD e membro do Conselho Nacional da CGTP-IN. Faz parte do Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN.

26 novembro 2025

Arturo López e a Greve Geral de 11 de Dezembro de 2025

Arturo López é médico, membro do Conselho Nacional de Coordenação da CSS da CGTP-IN e do Sindicato dos Médicos da Zona Centro.

Ulisses Garrido, dirigente da Práxis, deixa-nos o seu testemunho sobre a Greve Geral

O nosso testemunho de hoje, é de Ulisses Garrido, Sociólogo. Foi membro da Comissão Executiva e do Conselho Nacional da CGTP-IN e foi director do Departamento de Educação do ETUI — European Trade Union Institute.

É dirigente da PRÁXIS - Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo.

25 novembro 2025

O testemunho sobre a Greve Geral de António Valadas da Silva

O testemunho de António Valadas da Silva, mostra-nos as razões para a participação na Greve Geral de 11 de Dezembro de 2025.

António Valadas da Silva é ex-dirigente do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Os contributos dos Sindicalistas Socialistas e Independentes da CGTP-IN para a Greve Geral

Fernando Gomes, Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, apresenta os objetivos e iniciativas preparatórias da greve geral marcada para 11 de Dezembro de 2025. No vídeo, destaca o trabalho de divulgação, os testemunhos previstos e o apelo conjunto da CGTP e da UGT à participação de todos os trabalhadores.

30 outubro 2025

Mulheres Socialistas e Juventude Socialista: novos desafios, os mesmos compromissos (Ação Socialista n.º 1813 de 30.10.2025)

Por Fernando Gomes

A propósito das reuniões que, nos últimos dias, a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN realizou com as Mulheres Socialistas e a Juventude Socialista, entendemos que se colocam a estas duas organizações desafios simultaneamente políticos, sociais e civilizacionais.

Desafios que exigem uma resposta firme, coerente e articulada, à altura dos valores que inspiram o socialismo democrático e que as Mulheres Socialistas e a Juventude Socialista têm presente há muitos anos: igualdade, liberdade, solidariedade e justiça social.


1. As mulheres na linha da frente da igualdade e da democracia

A luta das mulheres trabalhadoras tem sido um dos pilares da transformação social em Portugal.

A sua participação nas empresas, nos sindicatos, na política e nas instituições públicas contribuiu decisivamente para o progresso do país desde o 25 de Abril.

No entanto, persistem desigualdades: salariais, profissionais e, sobretudo, estruturais.

O novo contexto laboral, com a intensificação da precariedade e a dificuldade em conciliar a vida profissional e familiar, volta a colocar as mulheres sob enorme pressão. São elas as primeiras vítimas de horários desregulados, de vínculos precários e da insuficiência de apoios à maternidade e à infância.

É por isso que as Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos, lideradas por Elza Pais, assumem, em nosso entender, um papel decisivo.

A sua intervenção continuará certamente a exigir a plena aplicação da Agenda do Trabalho Digno, a combater os retrocessos que o Governo da AD (PSD/CDS) quer impor e a reforçar a participação das mulheres nos sindicatos, nas empresas e nos órgãos de decisão.

O desafio que lançamos é claro: integrar os sindicatos, reforçar o sindicalismo que reivindica salário igual para trabalho igual, horários compatíveis com a vida familiar e políticas públicas que libertem as mulheres das desigualdades que ainda as aprisionam.

 

2. A Juventude Socialista perante a precariedade

A Juventude Socialista, dirigida por Sofia Pereira, enfrenta talvez a missão mais difícil da sua história recente: mobilizar uma geração que trabalha mais, ganha menos e vive com menos segurança e esperança do que os seus pais.

O pacote laboral “Trabalho XXI”, apoiado pela direita e pela extrema-direita, é uma verdadeira ameaça para os jovens: legaliza novas formas de precariedade, fragiliza a contratação colectiva e reduz o poder dos sindicatos.

A resposta tem de vir também da juventude.

É essencial que os jovens socialistas que entram no mercado de trabalho se sindicalizem, participem nos sindicatos e assumam funções de direcção, tornando-se a nova geração de delegados e dirigentes sindicais, no nosso caso, no seio do movimento sindical associado à CGTP-IN.

O futuro do sindicalismo e da democracia também depende da sua participação.

O combate à precariedade e à exploração passa por transformar a indignação em acção, por fazer da intervenção sindical um espaço de esperança, coragem e mobilização.

 

3. Alianças para um novo ciclo de progresso social

As recentes reuniões entre a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, as Mulheres Socialistas e a Juventude Socialista mostraram que há terreno fértil para a cooperação.

Há um combate comum: o da defesa do Estado Social, da habitação, do ambiente, do trabalho digno, da igualdade e da paz.

E há um propósito comum: garantir que os valores de Abril continuam a orientar o futuro, resistindo ao avanço do individualismo, da extrema-direita e da indiferença social.

A acção convergente entre as mulheres socialistas, a juventude socialista e os sindicalistas socialistas é mais do que uma necessidade conjuntural — é uma exigência de coerência histórica.

A nossa luta é pela igualdade que emancipa, pela solidariedade que une e pela esperança que transforma.

É este o caminho que devemos percorrer juntos — no trabalho, nos sindicatos e na sociedade.

Ação Socialista:

https://www.accaosocialista.pt/?edicao=1813#/1813/mulheres-socialistas-e-juventude-socialista-novos-desafios-os-mesmos-compromissos

16 outubro 2025

Participação, Democracia, Combatividade, Autonomia e Convergência (Ação Socialista n.º 1803 de 16.10.2025)

Reforçar o Movimento Sindical para Combater a Direita e a Extrema-Direita

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) nasceu do compromisso histórico dos sindicalistas socialistas com a liberdade, a democracia e a justiça social. É herdeira directa da luta dos que, mesmo sob a ditadura, acreditaram que o sindicalismo é inseparável da emancipação humana e da construção de uma sociedade mais justa, solidária e igualitária. Hoje, perante um tempo de novos perigos – a ascensão da extrema-direita, o ataque à contratação colectiva e a tentativa de destruir o Estado Social –, torna-se urgente reforçar a Corrente e o movimento sindical português, como espaços de participação, democracia, combatividade, autonomia e convergência.

Unir para defender o sindicalismo democrático

A CGTP-IN, reconhecida normalmente como a maior organização social do país, foi construída sobre os princípios da unidade e da pluralidade, por um lado, e da luta pela liberdade e pela justiça social, por outro.

É essa diversidade, em que coexistem socialistas, comunistas, bloquistas, independentes, católicos e outros democratas e progressistas, que lhe dá força e legitimidade. Mas a unidade não pode ser confundida com unanimismo, nem a afirmação da pluralidade com divisão. O que dá sentido e substância à nossa intervenção é o debate livre, a convivência democrática e o respeito pelas diferenças.

A defesa intransigente da liberdade e a elevação permanente e inflexível da justiça social é o elemento agregador insubstituível da nossa acção comum. A liberdade é fundamental, mas somente com justiça social se completa – e, neste combate pela justiça social, todos somos poucos para a conquistar e salvaguardar.

A Corrente Sindical Socialista reafirma o seu papel essencial na defesa da democracia interna na CGTP-IN e na valorização do direito de tendência, consagrado nos seus Estatutos. Queremos uma CGTP-IN mais participativa, mais representativa de toda a classe trabalhadora e menos dependente de lógicas partidárias sectárias. Só uma confederação sindical verdadeiramente autónoma, unida na diversidade, pode ser o rosto da esperança dos trabalhadores e trabalhadoras em Portugal.

É com o respeito pelas diferenças entre sindicatos e confederações, agindo de acordo com os seus princípios e objectivos e sabendo, em cada circunstância, distinguir o que é principal do que é secundário, que se constroem as convergências e, em cada situação, se combatem e vencem os perigos e se ultrapassam os riscos para os trabalhadores e a democracia.

Democracia e autonomia: os pilares da intervenção e acção dos sindicalistas socialistas

O sindicalismo que defendemos é profundamente democrático e reivindicativo. Não se limita a protestar, propõe, constrói e negoceia. E, quando os considera positivos, celebra acordos.

Batemo-nos por um sindicalismo com autonomia política, financeira e organizativa, que represente os trabalhadores com base na força da razão e da justiça social, não na imposição de ideologias. Um sindicalismo livre, combativo e responsável, um sindicalismo que tem como referência a Esquerda plural, capaz de articular a luta com a negociação e de transformar reivindicações em conquistas concretas.

A autonomia sindical é, hoje, mais necessária do que nunca. Face à tentativa da direita e da extrema-direita de capitalizar o descontentamento popular para melhor atacar os direitos laborais e descredibilizar as organizações dos trabalhadores em geral e os ideais e os partidos da Esquerda plural em particular, é essencial afirmar o sindicalismo como espaço e escola de cidadania, democracia, igualdade e solidariedade.

Reforçar a Corrente, abrir caminho ao futuro

Reforçar a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN é garantir que o movimento sindical português continua enraizado na acção e luta pela democracia e a justiça social. Para isso, é preciso crescer:

  • aumentar o número de militantes e simpatizantes da Corrente em todos os sindicatos, uniões e federações da CGTP-IN;
  • criar núcleos sectoriais e regionais, promovendo o debate e a formação política e sindical;
  • estabelecer pontes com os movimentos sociais, as comissões de trabalhadores e outras forças sindicais que partilhem os valores do trabalho digno e da justiça social;
  • aprofundar o diálogo com o Partido Socialista (PS), reforçando a ligação entre a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN e a Tendência Sindical Socialista, para que o PS reforce a sua reflexão e acção no mundo do trabalho.

Um apelo à mobilização: trabalhadores que sejam militantes, simpatizantes, mulheres e jovens socialistas

A Corrente lança um apelo claro a todas e a todos os militantes e simpatizantes do Partido Socialista: sindicalizem-se, pois esse é um acto de militância democrática e socialista.

E, entre todos os sindicatos existentes, naturalmente que recomendamos os da CGTP-IN.

Os sindicatos são o coração da luta pelos direitos laborais e sociais – são o espaço onde se constrói o futuro dos trabalhadores. É aí que se defendem os salários, a igualdade, a negociação colectiva, o Estado Social e a própria democracia.

Dirigimo-nos também às mulheres socialistas, protagonistas insubstituíveis da luta pela igualdade, e aos jovens socialistas, aos jovens trabalhadores socialistas, que enfrentam a precariedade, o desemprego e a falta de perspectivas: o vosso lugar deve ser na primeira linha da acção sindical.

Participar nos sindicatos, ser delegado, integrar direcções sindicais – é assim que se combate o conservadorismo, o machismo, o racismo, a xenofobia e o populismo da extrema-direita. É assim que se constrói um futuro de trabalho digno e de esperança.

Combater a direita e a extrema-direita com solidariedade e progresso

A direita e a extrema-direita procuram dividir os trabalhadores, opondo nacionais a imigrantes, jovens a reformados, precários a efectivos, homens a mulheres. O seu projecto é o da desigualdade e do retrocesso social.

O nosso projecto é oposto – é um projecto de igualdade e solidariedade, de democracia e de progresso.

O combate à extrema-direita faz-se com estabilidade de emprego, salários dignos, serviços públicos eficientes, habitação acessível e sindicatos autónomos e democráticos. Faz-se na acção sindical nas empresas e com intervenções nas ruas – e começa pela participação activa dos trabalhadores organizados.

Reforçar a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN e o sindicalismo em geral é, portanto, reforçar a própria democracia.

É garantir que o sindicalismo português continua a ser uma força de liberdade, igualdade e progresso social.

É afirmar que o futuro dos trabalhadores se constrói com participação, democracia, combatividade, autonomia e convergência.

Estes são os valores que desde sempre orientam a nossa acção.

Sindicaliza-te num sindicato da CGTP-IN e adere também à Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN.


Ação Socialista:

https://www.accaosocialista.pt/?edicao=1803#/1803/participacao-democracia-combatividade-autonomia-e-convergencia-reforcar-o-movimento-sindical-para-combater-a-direita-e-a-extrema-direita

07 outubro 2025

Trabalho Digno, Democracia e Paz: Compromisso com os Trabalhadores e com o Futuro

Neste Dia Mundial do Trabalho Digno, a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) reafirma o seu compromisso com a luta por uma sociedade mais justa, democrática e solidária, em que o trabalho digno seja uma realidade efectiva para todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores.

O Trabalho Digno, como definido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização das Nações Unidas (ONU), assenta em quatro pilares fundamentais:

  1. O respeito pelos direitos no trabalho;
  2. O emprego de qualidade;
  3. A protecção social adequada;
  4. O diálogo social e a negociação colectiva.

Estes princípios são inseparáveis da defesa da democracia, do Estado Social e da paz — valores que a CSS da CGTP-IN coloca no centro da sua acção sindical e política.

Em Portugal e no mundo, o trabalho digno continua ameaçado pela precariedade, pelos baixos salários, pela desregulação das relações laborais e pela erosão dos direitos colectivos. As políticas neoliberais e o avanço da direita e da extrema-direita procuram subverter conquistas históricas dos trabalhadores e enfraquecer os sindicatos, atacando o direito à greve, a contratação colectiva e o princípio da igualdade, como mostram as propostas do Governo da AD (PSD/CDS) através do pacote laboral que nos querem impor.

Inspirados nos valores do socialismo democrático e nas normas internacionais da OIT — nomeadamente as Convenções n.º 87 e 98 sobre a liberdade sindical e o direito à negociação colectiva —, reafirmamos que não há democracia sem direitos laborais, nem trabalho digno sem sindicatos com ampla participação, livres e fortes.

A CSS da CGTP-IN partilha o apelo da Confederação Sindical Internacional (CSI): é tempo de transformar as promessas em acção.

É tempo de assegurar:

  • Salários justos e a valorização do trabalho;
  • A redução progressiva do horário de trabalho para as 35 horas semanais, sem perda de retribuição;
  • O combate efectivo à precariedade e às falsas formas de trabalho independente;
  • A igualdade salarial entre mulheres e homens;
  • A inclusão dos trabalhadores imigrantes, com direitos iguais para trabalho igual;
  • O reforço dos serviços públicos e da protecção social;
  • A transição digital e climática justa e sustentável, que una progresso económico, justiça social e protecção ambiental.

 

O Trabalho Digno é também um instrumento de Paz. A exploração, a desigualdade e a opressão alimentam os conflitos e corroem as democracias. Por isso, reafirmamos o nosso compromisso com o Direito Internacional, com as Nações Unidas e com o Secretário-Geral António Guterres, apoiando todos os esforços de mediação e diálogo que contribuam para pôr fim às guerras e assegurar um mundo de paz e solidariedade.

Hoje, como ontem, os sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN assumem a sua responsabilidade histórica: unir, organizar e mobilizar os trabalhadores, fortalecer o sindicalismo democrático, autónomo e combativo para construir, com esperança e coragem, um futuro de dignidade, igualdade e justiça social.

Viva o Trabalho Digno!

Viva a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN!

Viva a CGTP-IN!

Lisboa, 07 de Outubro de 2025

O Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN

Imagem IA