01 maio 2020

Susana Ramos, Secretária Nacional para o Trabalho do Partido Socialista

Susana Ramos, Secretária Nacional para o Trabalho do Partido Socialista deixou neste 1.º de Maio, por intermédio da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, uma mensagem dirigida a todos os trabalhadores e trabalhadoras.

30 abril 2020

Mensagem de Carlos Trindade sobre o 1.º de Maio

Carlos Trindade, Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, transmite mensagem sobre este 1.º de Maio vivido em tempos da pandemia do COVID-19.

25 abril 2020

1.º de maio em tempos de pandemia

Artigo de opinião de Carlos Trindade e Fernando Gomes da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN sobre as celebrações do 1.º de Maio em tempos de pandemia publicado hoje no Expresso online.

No Jornal Expresso:


1.º de maio em tempos de pandemia


1º de Maio é uma data emblemática para os trabalhadores e o movimento sindical de todo o Mundo. A generalidade dos democratas e progressistas reconhecem-se no 1º de Maio!

Anualmente, comemoramos o 1º de Maio para honrarmos um passado doloroso e os nossos mártires mas, simultaneamente, renovar um compromisso comum na construção de um futuro mais promissor.

Em Portugal, comemorar o 1º de Maio é também revisitar um momento feliz da nossa memória histórica. Foram as grandiosas manifestações do 1º de Maio em 1974 que conferiram indelevelmente à Revolução o apoio popular maciço, expresso em largas centenas de milhares de populares que, de Norte a Sul, erigiram o 25 de Abril como a acção libertadora de um Povo oprimido por quarenta e oito anos de fascismo!

A pandemia que nos assola transformou a nossa vida individual e colectiva.

Hoje, o combate pela vida impõe medidas drásticas e condicionadoras. As suas consequências reflectem-se em todas as esferas da actividade económica, vida social, acção política e práticas culturais.

Somente os protofascistas rejeitam as evidências científicas e consequentes medidas sanitárias para combaterem a pandemia e/ou utilizam a actual situação para imporem inaceitáveis restrições à Liberdade e à Democracia.

A questão que se coloca, pois, é: como comemorar o 1º de Maio em tempos de pandemia?

O 1º de Maio é perene!

Não é uma circunstância dramática, como a que vivemos nestes tempos, que lhe retira o carácter simultaneamente memorialista e de compromisso para o futuro.

Acresce que as medidas tomadas contra a pandemia têm sido utilizadas por patrões sem escrúpulos contra os direitos dos trabalhadores, aumentando o desemprego, a precariedade e a pobreza. É necessário denunciar e combater estas situações, exigir medidas duras contra estes abusos e sancionar estes oportunistas!

Mas é claro que a pandemia impõe medidas excepcionais adequadas aos tempos excepcionais que vivemos. Não é possível que as comemorações do 1º de Maio de 2020 tenham a habitual participação popular, com largas dezenas de milhares de trabalhadores e suas famílias, irmanados num ambiente de forte emotividade, festividade e combatividade!

Como comemorar o 1º de Maio em tempos de pandemia?

Comemorando-o de forma simbólica!

As comemorações não poderão ter o habitual cenário enquadrador de povo trabalhador. A sua substituição por uma acção simbólica, na singeleza dessa acção, equilibrará a ausência desse cenário mítico. Não podendo ter esse cenário, não será a presença de quinhentos, mil ou mil e quinhentos sindicalistas que o vai substituir – bem pelo contrário, prejudicará seriamente a própria comemoração!

Nestes tempos de pandemia, este carácter simbólico da comemoração elevará a sua carga subjectiva e projectará emocionalmente naqueles que, confinados em casa, acompanhem a acção, o compromisso em como, em 2021, estaremos novamente juntos nos desfiles, enchendo avenidas e praças deste país!

Somente desta forma as comemorações do 1º de Maio de 2020 estarão à altura das actuais circunstâncias excepcionais.

O acatamento das medidas sanitárias, o respeito pelas tradições operárias e a consideração pelas crenças populares exigem que, em tempos de pandemia, o 1º de Maio seja comemorado de forma simbólica.

A CGTP-IN, contudo, decidiu organizar as comemorações deste ano com alguma participação popular (desconhecendo-se o numero de participantes previstos, se bem que reduzido).

Considerámos este modelo das comemorações totalmente desadequado e fundamentámos a proposta de comemorações simbólicas. Mas a nossa posição não teve acolhimento.

Porém, temos a convicção de que a forma simbólica não retiraria valor ou reduziria a importância das comemorações! Bem pelo contrário, a sua dignidade atribuir-lhe-ia mais respeito popular e maior consideração social.

Mesmo os ateus e agnósticos ficaram impressionados ao assistirem ao Papa Francisco sozinho, na Praça de S. Pedro, na missa da Páscoa!

Viva o 1º de Maio!

22 março 2020

MORREU MANOLO BONMATI, GRANDE SINDICALISTA DA UGT-ESPANHA E AMIGO DA CSS DA CCTP-IN


MORREU MANOLO BONMATI,

GRANDE SINDICALISTA DA UGT-E E AMIGO DA CSS DA CCTP-IN

VIVA O SINDICALISMO, O INTERNACIONALISMO E O SOCIALISMO DEMOCRÁTICO!

A CSS DA CGTP-IN apresenta sinceras e sentidas condolências à família e à UGT-E.
Morreu Manolo Bonmati, antigo dirigente da UGT-ESPANHA!

Manolo, como carinhosamente era tratado pelos companheiros, assumiu elevadas responsabilidades, particularmente na UGT-E, particularmente como secretário internacional, foi um grande sindicalista consistente, firme, combativo, interveniente e solidário reconhecido em Espanha e no Movimento Sindical Internacional.

Sindicalista da UGT-E e da então CISL – Confederação Internacional dos Sindicatos Livres e da CSI- Confederação Sindical Internacional, a partir de 2006, quando esta se fundou, Manolo, devido ás suas funções sindicais internacionais, intervinha em todos os areópagos sindicais.

De todos, destaca-se especialmente a OIT – Organização Internacional do Trabalho, representando a UGT-E, confederação centenária e por todos respeitada, participando activamente, com a sua experiência e capacidade sindical aliada com a sua sensatez e sagacidade pessoal, afirmando posições solidárias e combativas mas sempre ponderadas.
A sua conhecida opção ideológica socialista e a sua forte convicção europeísta, que ele assumia naturalmente, atribuía-lhe ainda mais respeitabilidade – mas ele sempre soube distinguir essa escolha de Homem Livre com a sua militância sindical, nunca confundindo a elevada importância e responsabilidade de ser sindicalista com as normais controvérsias com uma governação socialista ou com as necessárias exigências de uma Europa Social, combatendo o neoliberalismo e a extrema-direita populista.

Os militantes da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN tiveram a oportunidade de conhecer Manolo Bonmati porque ele participou em várias acções de formação sindical partilhando a sua riquíssima experiência político-sindical com os nossos militantes e, na acção sindical internacional, os nossos camaradas tiveram sempre o seu apoio no estabelecimento de contactos internacionais.

A melhor forma de homenagearmos Manolo Bonmati é, na nossa acção militante enquanto sindicalistas, socialistas e europeístas, continuarmos o seu exemplo!

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, nesta hora de dor, endereça à sua família, aos seus Amigos e aos Companheiros da UGT-E as nossas sentidas condolências!

HONRA AO COMPANHEIRO MANOLO BONMATI - VIVA O SINDICALISMO, O INTERNACIONALISMO E O SOCIALISMO DEMOCRÁTICO!

O Secretariado Nacional da
Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

Lisboa, 22-3-2020

27 fevereiro 2020

Notícias ao Minuto: CGTP - Fernando Gomes deixa apreciações sobre nova líder para foro interno

O socialista Fernando Gomes, que foi candidato a secretário-geral, salientou hoje que, a partir do momento em que foi eleita, Isabel Camarinha é a nova líder da central sindical, remetendo "apreciações" para o foro interno.


Ficámos confortáveis a partir do momento em que acabou o Conselho Nacional, que teve uma votação de um candidato a secretário-geral alternativo", afirmou Fernando Gomes num debate sobre o mundo laboral, que decorreu no Clube dos Jornalistas, em Lisboa.

O socialista, que coordena esta corrente da CGTP, lembrou que "Carlos Trindade foi candidato a secretário-geral em 2012, na primeira eleição do Arménio Carlos", e depois também "em 2016, outra vez contra o Arménio Carlos", antigo secretário-geral da CGTP.

"Dissemos, e reafirmamo-lo que a partir daquele momento é a secretária-geral da confederação, as apreciações são feitas internamente", salientou.

Em 15 de fevereiro, depois da eleição de Isabel Camarinha, em congresso, Fernando Gomes tinha declarado total lealdade à nova secretária-geral da CGTP e total disponibilidade para continuar a trabalhar em prol dos interesses da central sindical e dos trabalhadores.

A corrente sindical socialista da CGTP tinha apresentado no dia anterior Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da intersindical, por considerar que a proposta de Isabel Camarinha, apresentada pela comissão executiva, levantava "sérias preocupações" pela sua proximidade ao PCP.

O XIV congresso da intersindical decorreu no Seixal (distrito de Setúbal) e tinha como um dos pontos principais a eleição dos novos órgãos e do sucessor de Arménio Carlos.

Isabel Camarinha foi eleita secretária-geral da CGTP com 115 votos favoráveis que recebeu dos 147 elementos do Conselho Nacional da central sindical.

Com a saída, neste congresso, de Carlos Trindade da direção, por limite de idade, Fernando Gomes passou a coordenar a corrente socialista da CGTP e por isso foi candidato à liderança da central sindical.

Mas, tendo em conta que os comunistas são maioritários nos órgãos sociais da central, o seu nome foi, desde logo, chumbado pela nova Comissão Executiva, que aprovou o nome de Isabel Camarinha para ser votado no Conselho Nacional.

A candidatura de Fernando Gomes recebeu seis votos na Comissão Executiva, que é composta por 29 elementos, cinco dos quais socialistas.

Fernando Gomes é membro do Conselho Nacional desde 1999 e da Comissão Executiva desde 2001.

É membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul e coordenador da Comissão de Trabalhadores do Grupo Pestana Pousadas.

16:55 - 27/02/20 POR LUSA

ECONOMIA CGTP

15 fevereiro 2020

RTP Notícias (Agência LUSA): CGTP - Socialista Fernando Gomes declara lealdade a Isabel Camarinha

O socialista Fernando Gomes declarou hoje total lealdade à nova secretária-geral da GCTP, Isabel Camarinha, e total disponibilidade para continuar a trabalhar em prol dos interesses da central sindical e dos trabalhadores.

A corrente sindical socialista da CGTP apresentou na sexta-feira à noite Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da intersindical, por considerar que a proposta de Isabel Camarinha, apresentada pela comissão executiva, levantava "sérias preocupações" pela sua proximidade ao PCP.

"Esta decisão dos sindicalistas socialistas é eminentemente político-sindical", afirmou Fernando Gomes à agência Lusa, à margem do XIV congresso da intersindical, no Seixal (distrito de Setúbal).

Com a saída, neste congresso, de Carlos Trindade da direção, por limite de idade, Fernando Gomes passou a coordenar a corrente socialista da CGTP e por isso foi candidato à liderança da central sindical.

Mas, tendo em conta que os comunistas são maioritários nos órgãos sociais da central, o seu nome foi, desde logo, chumbado pela nova Comissão Executiva, que aprovou o nome de Isabel Camarinha para ser votado no Conselho Nacional.

A candidatura de Fernando Gomes recebeu seis votos na Comissão Executiva, que é composta por 29 elementos, cinco dos quais socialistas.

As eleições para a Comissão Executiva e a eleição da secretária-geral decorreram durante a madrugada de hoje.

"A oposição terminou com as eleições no Conselho Nacional", referiu Fernando Gomes, considerando que "o que é importante é a luta da CGTP, é fazer com que a riqueza seja mais bem distribuída".

Os socialistas da CGTP defendem que a intersindical deve "alargar a sua base de implantação com mais sindicalização e reforço da organização".

Fernando Gomes é membro do Conselho Nacional desde 1999 e da Comissão Executiva desde 2001.

É membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul e coordenador da Comissão de Trabalhadores do Grupo Pestana Pousadas.

DF/RRA // ROC
Seixal, Setúbal, 15 fev 2020 (Lusa)
                                                                                                                                                15 Fevereiro 2020, 14:41

Jornal Económico: CGTP - Socialista Fernando Gomes declara lealdade a Isabel Camarinha

A corrente sindical socialista da CGTP apresentou na sexta-feira à noite Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da intersindical, por considerar que a proposta de Isabel Camarinha, apresentada pela comissão executiva, levantava “sérias preocupações” pela sua proximidade ao PCP.

O socialista Fernando Gomes declarou hoje total lealdade à nova secretária-geral da GCTP, Isabel Camarinha, e total disponibilidade para continuar a trabalhar em prol dos interesses da central sindical e dos trabalhadores.

A corrente sindical socialista da CGTP apresentou na sexta-feira à noite Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da intersindical, por considerar que a proposta de Isabel Camarinha, apresentada pela comissão executiva, levantava “sérias preocupações” pela sua proximidade ao PCP.

“Esta decisão dos sindicalistas socialistas é eminentemente político-sindical”, afirmou Fernando Gomes à agência Lusa, à margem do XIV congresso da intersindical, no Seixal (distrito de Setúbal).

Com a saída, neste congresso, de Carlos Trindade da direção, por limite de idade, Fernando Gomes passou a coordenar a corrente socialista da CGTP e por isso foi candidato à liderança da central sindical.

Mas, tendo em conta que os comunistas são maioritários nos órgãos sociais da central, o seu nome foi, desde logo, chumbado pela nova Comissão Executiva, que aprovou o nome de Isabel Camarinha para ser votado no Conselho Nacional.

A candidatura de Fernando Gomes recebeu seis votos na Comissão Executiva, que é composta por 29 elementos, cinco dos quais socialistas.

As eleições para a Comissão Executiva e a eleição da secretária-geral decorreram durante a madrugada de hoje.

“A oposição terminou com as eleições no Conselho Nacional”, referiu Fernando Gomes, considerando que “o que é importante é a luta da CGTP, é fazer com que a riqueza seja mais bem distribuída”.

Os socialistas da CGTP defendem que a intersindical deve “alargar a sua base de implantação com mais sindicalização e reforço da organização”.

Fernando Gomes é membro do Conselho Nacional desde 1999 e da Comissão Executiva desde 2001.

É membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul e coordenador da Comissão de Trabalhadores do Grupo Pestana Pousadas.
 

14 fevereiro 2020

Jornal ECO: Corrente socialista propõe Fernando Gomes para liderar CGTP

A corrente sindical socialista da CGTP vê com preocupação o facto de a candidata proposta pela comissão executiva ser militante do PCP. Por isso, propõe Fernando Gomes em alternativa para liderança.

A corrente sindical socialista da CGTP anunciou que vai apresentar Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da intersindical, por considerar que a candidata proposta pela comissão executiva, Isabel Camarinha, “levanta sérias preocupações” pela sua aproximação ao PCP.

“A fundamentação desta decisão dos sindicalistas socialistas é eminentemente político-sindical”, afirma em comunicado a corrente socialista da CGTP, que propõe o nome de Fernando Gomes para líder da central sindical.

Segundo defendem, “a conhecida e assumida militância de Isabel Camarinha na corrente sindical do PCP levanta sérias preocupações de que, com a sua eleição, passe a existir ainda uma maior aproximação da CGTP-IN ao PCP”. Até agora, Isabel Camarinha era a única candidata ao cargo de secretária-geral da central sindical, proposta pela atual comissão executiva, para substituir Arménio Carlos.

As eleições decorrem na noite desta sexta-feira, após o encerramento dos trabalhos do XIV congresso da CGTP, que termina no sábado, no Seixal, distrito de Setúbal. Os socialistas da CGTP defendem que a intersindical deve “alargar a sua base de implantação com mais sindicalização e reforço da organização”.

“Esta estratégia implica que a independência sindical da CGTP-IN face aos partidos e as práticas de unidade e democracia sejam cada vez mais efetivadas e aprofundadas”, sublinham os sindicalistas. Os socialistas afirmam que Fernando Gomes “é um sindicalista experiente”, lembrando que é membro do Conselho Nacional desde 1999 e da comissão executiva desde 2001.

Fernando Gomes é membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul e coordenador da Comissão de Trabalhadores do Grupo Pestana Pousadas.

Jornal de Negócios: CGTP - Corrente socialista apresenta candidato alternativo a Isabel Camarinha

Isabel Camarinha já não é a única candidata a suceder a Arménio Carlos como secretário-geral da CGTP. A corrente sindical socialista da CGTP anunciou que vai apresentar Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da intersindical.

Congresso da CGTP-IN
A corrente sindical socialista da CGTP anunciou esta sexta-feira que vai apresentar Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da intersindical, por considerar que a candidata proposta pela comissão executiva, Isabel Camarinha, "levanta sérias preocupações" pela sua aproximação ao PCP.

"A fundamentação desta decisão dos sindicalistas socialistas é eminentemente político-sindical", afirma em comunicado a corrente socialista da CGTP, que propõe o nome de Fernando Gomes para líder da central sindical.

Segundo defendem, "a conhecida e assumida militância de Isabel Camarinha na corrente sindical do PCP levanta sérias preocupações de que, com a sua eleição, passe a existir ainda uma maior aproximação da CGTP-IN ao PCP".

Até agora, Isabel Camarinha era a única candidata ao cargo de secretária-geral da central sindical, proposta pela atual comissão executiva, para substituir Arménio Carlos.

As eleições decorrem esta noite, após o encerramento dos trabalhos do XIV congresso da CGTP, que termina no sábado, no Seixal, distrito de Setúbal.

Os socialistas da CGTP defendem que a intersindical deve "alargar a sua base de implantação com mais sindicalização e reforço da organização".

"Esta estratégia implica que a independência sindical da CGTP-IN face aos partidos e as práticas de unidade e democracia sejam cada vez mais efetivadas e aprofundadas", sublinham os sindicalistas.

Os socialistas afirmam que Fernando Gomes "é um sindicalista experiente", lembrando que é membro do Conselho Nacional desde 1999 e da comissão executiva desde 2001.

Fernando Gomes é membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul e coordenador da Comissão de Trabalhadores do Grupo Pestana Pousadas.

Lusa14 de Fevereiro de 2020 às 21:48

Dinheiro Vivo: Corrente socialista propõe nome alternativo para liderança da CGTP

Dinheiro Vivo, 14 Fevereiro, 2020 • 20:36

Paulo Ribeiro Pinto

Sindicalistas socialistas da central sindical apresentam o nome de Fernando Gomes contra Isabel Camarinha na corrida ao cargo de secretário-geral.

Congresso da CGTP-IN
A corrente socialista da CGTP apresentou um candidato alternativo ao cargo de secretário-geral da central sindical. Trata-se de Fernando Gomes, atualmente membro do Conselho Nacional, da Comissão Executiva e do Secretariado da Confederação Geral de Trabalhadores.

Esta tendência quer assim deixar a sua marca no XIV congresso da central sindical, apesar de não ter hipóteses contra Isabel Camarinha, apoiada pelos comunistas. "A fundamentação desta decisão dos sindicalistas socialistas é eminentemente político-sindical", começa por explicar esta tendência num comunicado emitido ao início da noite desta sexta-feira, primeiro dia da reunião magna da CGTP, que decorre no Seixal.

"A conhecida e assumida militância de Isabel Camarinha na Corrente Sindical do PCP levanta sérias preocupações de que, com a sua eleição, passe a existir ainda uma maior aproximação da CGTP-IN ao PCP", prossegue o comunicado.

"Na análise estratégica dos sindicalistas socialistas, a CGTP-IN deve, mantendo os seus princípios e objetivos, alargar a sua base de implantação com mais sindicalização e reforço da organização", considerando que Camarinha poderá não defender a "independência sindical face aos partidos", justificam.

Fernando Gomes, de 50 anos, é trabalhador do Grupo Pestana Pousadas (coordenador da Comissão de Trabalhadores) e membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul.

Este congresso ficará marcado pela saída de um terço dos dirigentes do Conselho Nacional e de nove membros da Comissão Executiva, entre eles, o secretário-geral, Arménio Carlos, que será, em princípio, substituído por Isabel Camarinha.

Jornal Observador (Agência Lusa): Sindicalistas do PS lançam candidato próprio a secretário-geral da CGTP, mas com poucas hipóteses

Aqui deixamos notícia do Jornal Observador:

Texto de Ana Suspiro e Vítor Rodrigues Oliveira

Tendência sindicalista do PS avança com candidato próprio a secretário-geral, contra o risco de uma "maior aproximação da CGTP ao PCP". Hipóteses de Fernando Gomes contra Isabel Camarinha são fracas.

Arménio Carlos e Isabel Camarinha

Os sindicalistas socialistas da CGTP-IN decidiram apresentar um candidato próprio ao cargo de secretário-geral da Confederação, segundo um comunicado enviado esta sexta-feira depois do primeiro dia dos trabalhos do congresso da central sindical. O nome indicado é o de Fernando Gomes e a intenção é concorrer com a candidatura de Isabel Camarinha já validada pelos órgãos internos da CGTP, mas as hipótese são quase nulas.

Segundo os estatutos da CGTP, cabe à comissão executiva a propor um candidato a secretário-geral e esse nome é o de Isabel Camarinha cuja indicação terá de ser validada nos órgãos que forem eleitos neste congresso. Esta sexta-feira o conselho nacional, composto por 147 dirigentes, foi eleito com 596 votos a favor. Dos 662 delegados ao congresso que podiam votar, exerceram esse direito 691 (95,3%).

Dos 147 dirigentes eleitos, 55 integram este órgão pela primeira vez e reforçam a presença das mulheres e dos jovens até aos 35 anos. Esta é uma das maiores renovações do Conselho Nacional desde a criação da CGTP, há 50 anos, mas não haverá grandes novidades no plano da diversidade política.

O conselho nacional vai reunir este sábado pela primeira vez para eleger a comissão executiva, com 29 elementos, e de seguida para eleger o secretário-geral. Apesar do concorrente indicado pelos socialistas, numa iniciativa inédita face a eleições anteriores, o facto de os comunistas representarem cerca de dois terços dos dirigentes da CGTP praticamente garante a eleição de Isabel Camarinha, militante do PC.

s sindicalistas da tendência socialista justificam esta decisão como sendo “eminentemente político-sindical”. Defendem uma estratégia que implique “a independência sindical da CGTP-IN face aos partidos e as práticas de unidade e democracia sejam cada vez mais efectivadas e aprofundadas”. E argumentam que a “conhecida e assumida militância de Isabel Camarinha na Corrente Sindical do PCP levanta sérias preocupações de que, com a sua eleição, passe a existir ainda uma maior aproximação da CGTP-IN ao PCP.”

Esta candidatura de Fernando Gomes, acrescenta o comunicado, “é suportada no conjunto de propostas de alteração apresentadas para o programa de acção da CGTP-IN que esta sexta-feira e amanhã serão discutidas e votadas em congresso.”

Os socialistas são uma das tendências da CGTP. Já esta terça-feira, a corrente bloquista tinha atacado o que considerou um fechamento sectário da central sindical, na sequência da escolha de nomes para os novos órgãos da central sindical.

Fernando Gomes é membro do conselho nacional da central, está na comissão executiva desde 2001 e no secretariado — órgão liderado pelo secretário-geral — desde 2004. É membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul e trabalhador do Grupo Pestana Pousadas, tem 50 anos, é natural de Marvão, distrito de Portalegre.

Rádio Renascença: Socialistas propõem Fernando Gomes contra Isabel Camarinha para líder da CGTP

Rádio Renascença

14 fev, 2020 - 19:54 • Ana Carrilho

Tendência minoritária faz questão de marcar posição no XIV Congresso da CGTP. Socialistas não apoiam Isabel Camarinha e defendem que a central sindical deve alargar a base social de apoio.

Fernando Gomes - Congresso da CGTP-IN
A Tendência Sindical Socialista vai propor Fernando Gomes como candidato a secretário-geral da CGTP, em confronto com Isabel Camarinha, que é dada como a nova líder da central sindical.

Renascença apurou que a proposta será apresentada na primeira reunião do novo Conselho Nacional, que será realizada esta sexta-feira. Dessa reunião sairá a nova Comissão Executiva, o secretariado e o secretário ou secretária-geral.

O socialista Fernando Gomes não tem qualquer hipótese de vencer Isabel Camarinha, apoiada pelos comunistas, que representam dois terços do Conselho Nacional e da Executiva. No entanto, esta tendência minoritária faz questão de marcar posição, defendendo que a CGTP deve alargar a base social de apoio e deixando claro que não confiam que a candidata indigitada cumpra esse princípio.

Também os seis sindicalistas do Bloco no Conselho Nacional vão tentar, mais uma vez, que um deles venha a integrar a Comissão Executiva. Este órgão pode ter entre 20 e 30 membros. Atualmente tem 29 e assim deverá continuar. Várias fontes já garantiram à Renascença que ainda não é desta que os bloquistas chegarão ao órgão de cúpula da Inter.

Comunicado de Imprensa n.º 02/2020: Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN apresentam candidato alternativo a secretário-geral

Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN apresentam candidato alternativo a secretário-geral

 

 

Os sindicalistas socialistas da CGTP-IN decidiram apresentar um candidato próprio a secretário-geral da Confederação.

 

Fernando Gomes

 

A fundamentação desta decisão dos sindicalistas socialistas é eminentemente político-sindical.

 

Na análise estratégica dos sindicalistas socialistas, a CGTP-IN deve, mantendo os seus princípios e objectivos, alargar a sua base de implantação com mais sindicalização e reforço da organização.

 

Esta estratégia implica que a independência sindical da CGTP-IN face aos partidos e as práticas de unidade e democracia sejam cada vez mais efectivadas e aprofundadas.

 

Ora, a conhecida e assumida militância de Isabel Camarinha na Corrente Sindical do PCP levanta sérias preocupações de que, com a sua eleição, passe a existir ainda uma maior aproximação da CGTP-IN ao PCP.

 

Esta é a razão objectiva que leva os sindicalistas socialistas a apresentar a candidatura de Fernando Gomes a secretário-geral, convictos de que a sua eleição permitirá concretizar os objectivos referidos.

 

Fernando Gomes é um sindicalista experiente, concretamente:

1)    É actualmente membro do Conselho Nacional (desde 1999); da Comissão Executiva (desde 2001) e do Secretariado (desde 2004) da Confederação;

2)    É membro da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul;

3)    É coordenador da Comissão de Trabalhadores do Grupo Pestana Pousadas.

 

Representa, a nível nacional, a CGTP-IN:

1)    No Conselho Consultivo da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT);

2)    No Conselho de Administração do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

A nível internacional, integra actualmente o Comité Consultivo Europeu para a Segurança e Saúde no Trabalho.

 

Fernando Gomes é trabalhador do Grupo Pestana Pousadas, tem 50 anos, é natural de Marvão, distrito de Portalegre.

 

Esta candidatura de Fernando Gomes é suportada no conjunto de propostas de alteração apresentadas para o programa de acção da CGTP-IN que hoje e amanhã serão discutidas e votadas em congresso.


Seixal, 14 de Fevereiro de 2020

 

O Secretariado da CSS

XIV Congresso CGTP-IN

02 fevereiro 2020

Artigo de Carlos Trindade no jornal Expresso

Carlos Trindade, Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, escreve no jornal Expresso sobre sindicalismo e a intervenção dos sindicalistas socialistas. Reflexões com vista ao futuro.