05 março 2026

Quatro anos após a invasão da Ucrânia (Acção Socialista n.º 1890 de 05.03.2026)

 Declaração da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN

Assinalam-se quatro anos sobre a invasão da Ucrânia pela Federação Russa, ocorrida em 24 de Fevereiro de 2022, um acto de agressão que violou frontalmente o Direito Internacional e os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN reafirma, neste momento, a sua mais profunda solidariedade para com o Povo ucraniano e, em particular, para com os trabalhadores e trabalhadoras da Ucrânia, que continuam a sofrer as consequências devastadoras de uma guerra injusta, prolongada e destruidora.

Durante estes quatro anos, milhões de cidadãos foram forçados ao exílio, milhares perderam a vida, cidades foram destruídas e a economia foi profundamente afectada. Os trabalhadores ucranianos enfrentam não apenas os horrores da guerra, mas também a precariedade, a perda de rendimentos, a destruição de locais de trabalho e a incerteza quanto ao futuro.

Perante este quadro, a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN:

  • Condena firmemente a invasão da Ucrânia pela Rússia, enquanto violação da soberania de um Estado independente e da ordem internacional baseada em regras;
  • Exige o fim imediato da guerra, através de um cessar-fogo que abra caminho a uma solução política duradoura;
  • Defende a retirada das tropas russas do território ucraniano, como condição essencial para uma paz justa e sustentável;
  • Reafirma a centralidade da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, ou seja, a relevância e a dignidade representadas pela própria Organização das Nações Unidas, como instrumentos fundamentais para a resolução pacífica dos conflitos;
  • Apoia os esforços diplomáticos desenvolvidos sob a égide das Nações Unidas, nomeadamente a acção do seu Secretário-Geral, António Guterres, no sentido de promover o diálogo e a paz.

A paz não é uma palavra vazia, é uma exigência concreta dos povos e dos trabalhadores. A guerra aprofunda desigualdades, alimenta a instabilidade económica e social, favorece a especulação e desvia recursos que deveriam ser canalizados para o desenvolvimento, os serviços públicos e a protecção social.

Para o movimento sindical, a defesa da paz é inseparável da defesa do trabalho digno, da justiça social e da democracia. A exploração, a opressão e o desrespeito pelo direito internacional são factores que alimentam conflitos e corroem os direitos dos trabalhadores.

Neste momento simbólico, quatro anos após o início da agressão, reafirmamos:

  • Solidariedade activa com os trabalhadores e os sindicatos ucranianos;
  • Compromisso com uma ordem internacional baseada no respeito entre Estados soberanos;

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN continuará a defender, no plano nacional e internacional, a construção de um mundo onde os conflitos sejam resolvidos pelo diálogo e pela negociação, e não pela força das armas.

Pela Paz

Pela solidariedade entre os povos e os trabalhadores

Pelo respeito da Carta das Nações Unidas

Acção Socialista:

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