29 junho 2026

FALECEU ARMANDO LACERDA

UM HOMEM BOM E GENTIL, UM GRANDE SOCIALISTA E UM VERDADEIRO SINDICALISTA

HONRA À SUA MEMÓRIA! 

Armando António da Silva Sousa Bastos de Lacerda, partiu aos 96 anos e deixa a todos aqueles que, com ele, interagiram, a memória de uma vida exemplar como Homem, cidadão, socialista e sindicalista.

Como Homem foi pai de família acarinhado pela esposa, descendentes e restante família; como Cidadão, desde novo sempre se empenhou na luta anti-fascista, tendo apoiado, inclusive, a candidatura do General Humberto Delgado em 1958; como Socialista, filiou-se no PS pouco depois da Revolução do 25 de Abril e, como Sindicalista Socialista da CGTP-IN, foi dirigente durante muito anos do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Publica do Sul, tendo sido coordenador da sua Delegação Distrital de Évora e membro do Conselho Nacional da CGTP-IN entre 1993 e 2004.

Na Corrente Sindical Socialista (CSS) da CGTP-IN, participou activamente em todas as iniciativas e acções que foram realizadas, tendo sido membro do seu Conselho Nacional de Coordenação e assumido a relevante função de Presidente da Mesa do Congresso da Corrente, o que expressa devidamente a sua elevação, disponibilidade, participação e responsabilidade face ao funcionamento colectiva da Corrente.

António Lacerda, como entre os amigos e camaradas era familiarmente referenciado, nasceu em 1930 e deixou-nos a 28 de Junho de 2026.

A CSS da CGTP-IN, à sua família, endereça os seus mais sentidos pêsames e, aos seus Amigos e Camaradas, partilha a dor comum e afirma que a sua vida será sempre referida como um exemplo maior de um sindicalista socialista da CGTP-IN:

HONRA À SUA MEMÓRIA!


29 de Junho de 2026

O Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN

18 junho 2026

Pela derrota do Pacote Laboral: Em defesa dos trabalhadores, construir convergências sindicais e sociais

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) saúda todos os trabalhadores e trabalhadoras que participaram na Greve Geral de 3 de Junho de 2026 e nas múltiplas acções de luta realizadas em todo o país contra o Pacote Laboral do Governo PSD/CDS, apoiado pelo CHEGA e pela Iniciativa Liberal.

A Greve Geral constituiu um poderoso momento de luta, resistência e afirmação colectiva da Classe Trabalhadora contra um projecto profundamente reaccionário, que procura agravar a exploração, enfraquecer os direitos laborais e atacar conquistas alcançadas com a Revolução de Abril.

Nos locais de trabalho, nas empresas e serviços, no sector privado, na Administração Pública e no Sector Empresarial do Estado, milhares de trabalhadores demonstraram que rejeitam mais precariedade, mais desregulação dos horários, mais baixos salários, mais facilitação dos despedimentos e mais fragilização da contratação colectiva.

A crescente rejeição do Pacote Laboral expressou-se nas grandes manifestações realizadas em todo o país, nas mais de 190 mil assinaturas recolhidas no abaixo-assinado da CGTP-IN, nas Greves Gerais de 11 de Dezembro de 2025 e de 3 de Junho de 2026 e em inúmeras acções reivindicativas e de protesto desenvolvidas nos locais de trabalho.

A CSS da CGTP-IN saúda particularmente os milhares de jovens trabalhadores que participaram nesta jornada de luta, muitos deles enfrentando vínculos precários, chantagens patronais e pressões ilegítimas. A sua participação demonstra que existe disponibilidade para lutar e confiança na força da acção colectiva organizada.

Saudamos igualmente todos os dirigentes, delegados e activistas sindicais, bem como todas as estruturas representativas e organizações sindicais que convergiram nesta luta comum contra o Pacote Laboral. A experiência vivida nos locais de trabalho demonstrou, uma vez mais, que a unidade na acção, a solidariedade e a convergência sindical constituem factores decisivos para fortalecer a mobilização dos trabalhadores e aumentar a capacidade de resistência e combate.

A dimensão do ataque contido neste Pacote Laboral exige que sejam convocadas todas as forças disponíveis para alcançar o objectivo central do momento presente: derrotar o Pacote Laboral.

Este é o objectivo central dos trabalhadores e trabalhadoras. Este é o objectivo central de todas as forças sindicais e sociais democráticas e progressistas. Derrotar este Pacote Laboral é travar uma ofensiva de retrocesso social e laboral promovida pela direita revanchista e pela extrema-direita fascizante, que procuram enfraquecer direitos fundamentais e atacar conquistas históricas de Abril.

A CSS da CGTP-IN considera que este objectivo só poderá ser plenamente alcançado através da construção de uma verdadeira convergência sindical e social, envolvendo a CGTP-IN, a UGT, os Sindicatos Independentes, as estruturas representativas dos trabalhadores, os movimentos sociais e as organizações da Sociedade Civil disponíveis para defender os direitos laborais, a dignidade do trabalho e os valores democráticos consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Perante um ataque desta dimensão, todos somos poucos para o combater e vencer. Não há espaço para sectarismos, autossuficiências estéreis, divisões artificiais ou lógicas de isolamento. O que os trabalhadores exigem é unidade na luta, convergência na acção e capacidade para construir respostas comuns em defesa dos salários, da contratação colectiva, da estabilidade no emprego, da liberdade sindical, do direito à greve e dos direitos sociais e laborais conquistados.

A CSS da CGTP-IN sublinha igualmente a coragem demonstrada pelos trabalhadores perante as inúmeras tentativas de intimidação e condicionamento do exercício do direito à greve. Desde a imposição abusiva de serviços mínimos transformados em serviços máximos, às alterações de horários, substituições ilegais de grevistas e múltiplas formas de pressão patronal, foram muitos os mecanismos utilizados para tentar limitar o impacto da luta. Ainda assim, os trabalhadores responderam com firmeza e determinação.

O êxito da Greve Geral reafirmou que os trabalhadores não se resignam e estão preparados para continuar a luta contra o Pacote Laboral e contra uma política ao serviço dos grupos económicos e financeiros.

Os trabalhadores sabem que este Pacote Laboral pretende perpetuar baixos salários, agravar a precariedade, facilitar despedimentos, prolongar horários, enfraquecer a contratação colectiva, atacar direitos de maternidade e paternidade, limitar a liberdade sindical e fragilizar o direito à greve. Trata-se de um profundo retrocesso social, laboral e democrático que deve ser travado — e pode ser derrotado.

A CSS da CGTP-IN considera igualmente grave a tentativa do Governo de acelerar o processo legislativo, procurando antecipar a votação na generalidade antes mesmo da conclusão do período de consulta pública, numa demonstração de arrogância política e desrespeito pelos trabalhadores e pelas suas organizações representativas.

A luta continua e exige persistência, organização e alargamento da convergência sindical e social. É necessário aprofundar o trabalho comum entre sindicatos, estruturas representativas dos trabalhadores, movimentos sociais e organizações democráticas da Sociedade Civil, reforçando a mobilização nos locais de trabalho e promovendo iniciativas convergentes de combate ao Pacote Laboral.

Não aceitamos retrocessos. Defendemos um outro caminho para o país, assente na valorização do trabalho e dos trabalhadores, no reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, na defesa da contratação colectiva, no aumento dos salários e das pensões, no combate à precariedade e no respeito pelos valores e direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e nas conquistas de Abril.

Neste quadro, a CSS da CGTP-IN considera necessário:

  • Intensificar a mobilização e a luta pela derrota do Pacote Laboral, reforçando a acção reivindicativa nos locais de trabalho, empresas e serviços;
  • Desenvolver acções convergentes de trabalhadores, sindicatos, movimentos sociais e organizações democráticas em todo o país;
  • Continuar os contactos e esforços de convergência sindical com a UGT e os Sindicatos Independentes, procurando construir iniciativas comuns de combate ao Pacote Laboral;
  • Reforçar os contactos e o trabalho conjunto com movimentos sociais e organizações da Sociedade Civil;

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN reafirma, assim, a necessidade de participação na concentração de amanhã, 18 de Junho, às 13h30, em frente à Assembleia da República.

Vamos derrotar o pacote laboral!


Acção Socialista:

https://www.accaosocialista.pt/?edicao=1961#/1961/pela-derrota-do-pacote-laboral-em-defesa-dos-trabalhadores-construir-convergencias-sindicais-e-sociais

12 junho 2026

Em defesa dos trabalhadores, construir convergências sindicais e sociais

Proposta de Resolução Alternativa:

A proposta de resolução que apresentámos hoje ao Conselho Nacional da CGTP-IN, que está a decorrer, defende o aprofundamento da luta contra o chamado “Pacote Laboral” do Governo PSD/CDS, acusando o executivo de promover um “profundo retrocesso civilizacional e democrático” com o apoio do CHEGA e da Iniciativa Liberal.

O documento sublinha a necessidade de construir uma “verdadeira convergência sindical e socialentre a CGTP-IN, a UGT, Sindicatos Independentes, Movimentos Sociais e Organizações da Sociedade Civil para derrotar as alterações à legislação laboral.

Porém, este projecto de RESOLUÇÃO apresentado pelos sindicalistas da CSS foi rejeitado, quer no seu todo, quer nas suas ideias essenciais, pela maioria do Conselho Nacional da CGTP-IN, tendo sido aprovada, por essa mesma maioria, uma outra RESOLUÇÃO, relativamente à qual os sindicalistas da CSS se abstiveram (e que pode ser encontrada no site da CGTP-IN, em https://www.cgtp.pt/cgtp-in/areas-de-accao/accao-reivindicativa/22582-resolucao-aprovada-pelo-conselho-nacional-da-cgtp-in-junhopermitindo, assim, a comparação entre ambas as Resoluções e a compreensão da essência político-sindical que as diferencia).

Conselho Nacional da CGTP-IN

12 de Junho de 2026

A luta continua

Pela derrota do Pacote Laboral

Em defesa dos trabalhadores, construir convergências sindicais e sociais

A Greve Geral realizada no passado dia 3 de Junho constituiu um poderoso momento de luta, resistência e afirmação colectiva dos trabalhadores contra o retrocesso social e laboral que o Governo do PSD/CDS, com o apoio do CH e da IL, procura impor ao país através do seu Pacote Laboral.

Nas empresas, serviços e locais de trabalho, no sector privado, na Administração Pública Central, Regional e Local e no Sector Empresarial do Estado, milhares de trabalhadores demonstraram, com coragem e determinação, que não aceitam mais precariedade, mais exploração, mais desigualdades nem o enfraquecimento dos direitos conquistados com Abril.

A crescente rejeição do Pacote Laboral foi expressa nas grandes manifestações realizadas em todo o país, nas mais de 190 mil assinaturas recolhidas no abaixo-assinado, nas Greves Gerais de 11 de Dezembro de 2025 e de 3 de Junho de 2026, e em inúmeras acções de luta desenvolvidas nos locais de trabalho. Os trabalhadores exigem, agora, a derrota inequívoca deste pacote laboral.

O Conselho Nacional da CGTP-IN saúda todos os trabalhadores que aderiram à Greve Geral e, de forma particular, os milhares de jovens trabalhadores que, enfrentando vínculos precários, chantagens e pressões patronais, participaram pela primeira vez numa grande jornada de luta colectiva, demonstrando confiança na força da acção organizada dos trabalhadores.

Saudamos igualmente os dirigentes, delegados e activistas sindicais da CGTP-IN, bem como todos os trabalhadores, estruturas representativas e organizações sindicais que convergiram nesta luta comum contra o Pacote Laboral. A experiência vivida nos locais de trabalho demonstrou, uma vez mais, que a unidade na acção, a solidariedade e a convergência sindical são factores decisivos para fortalecer a mobilização dos trabalhadores e ampliar a capacidade de resistência e combate.

O Conselho Nacional considera que a dimensão dos ataques contidos no Pacote Laboral exige a convocação de todos os recursos para alcançarmos o objectivo central que temos neste momento - derrotar o Pacote Laboral!

Este é o objectivo central que temos, este é o objectivo central da Classe Trabalhadora, este é o objectivo central de todas as forças sindicais e sociais com princípios democráticos e progressistas! Derrotar o Pacote Laboral é essencial para travar a ofensiva que a Direita revanchista e a Extrema-direita fascizante procuram desenvolver para se vingarem do 25 de Abril e reverterem as suas grandes conquistas sociais, laborais e democráticas!

Este objectivo central dos trabalhadores e trabalhadoras impõe uma estratégia composta por uma resposta ampla, convergente e determinada para derrotar o Pacote Laboral. É possível alcançar este objectivo, mas temos a consciência que este ataque é muito grande e profundo.

Por esta razão, consideramos que todos, mas mesmo todos, são necessários para que este objectivo central seja alcançado.

É neste quadro que defendemos que só será possível derrotar este Pacote Laboral com a construção de uma verdadeira convergência sindical e social, envolvendo a CGTP-IN, a UGT, os Sindicatos Independentes e todas as estruturas representativas dos trabalhadores disponíveis para defender os direitos laborais e a dignidade do trabalho e os variados movimentos sociais e as diversas organizações da Sociedade Civil.

Perante um ataque desta dimensão, todos somos poucos para o combater e vencer - não há espaço para autossuficiências estéreis, sectarismos, divisões artificiais ou lógicas de isolamento. O que os trabalhadores exigem é unidade na luta, convergência na acção e capacidade de construir respostas comuns que coloquem acima das diferenças aquilo que une o movimento sindical: a defesa dos salários, da contratação colectiva, da estabilidade no emprego, do direito à greve, da liberdade sindical e dos direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e, inclusive, da própria Constituição da República Portuguesa.

O Conselho Nacional sublinha igualmente e saúda calorosamente a coragem demonstrada pelos trabalhadores perante as inúmeras tentativas de intimidação e condicionamento do exercício do direito à greve. Desde a imposição abusiva de serviços mínimos transformados em serviços máximos, às alterações de horários, substituições ilegais de grevistas e múltiplas formas de pressão patronal, tudo foi utilizado para tentar limitar o impacto da luta. Ainda assim, os trabalhadores responderam com determinação e firmeza.

O êxito da Greve Geral reafirmou que os trabalhadores não se resignam e estão preparados para continuar a luta pela derrota do Pacote Laboral e contra a política da direita que favorece os grupos económicos e financeiros à custa da exploração de quem trabalha.

Os trabalhadores sabem que este Pacote Laboral pretende perpetuar baixos salários, facilitar despedimentos, agravar a precariedade, prolongar horários, enfraquecer a contratação colectiva, atacar direitos de maternidade e paternidade, limitar a liberdade sindical e fragilizar o direito à greve. Trata-se de um profundo retrocesso civilizacional e democrático que deve ser travado – e pode ser derrotado!

O Conselho Nacional considera particularmente grave a tentativa do Governo de acelerar o processo legislativo, procurando antecipar a votação na generalidade antes mesmo da conclusão do período de consulta pública, numa demonstração de arrogância política e de desrespeito pelos trabalhadores e pelas organizações representativas.

O Conselho Nacional reafirma que a luta continua e exige persistência, organização e alargamento da convergência sindical e social. É necessário alargar e aprofundar o trabalho comum entre trabalhadores, sindicatos e estruturas representativas, entre a CGTP-IN e as suas estruturas e os movimentos sociais e as organizações da Sociedade Civil, reforçando a mobilização nos locais de trabalho e promovendo iniciativas sindicais e sociais convergentes de combate ao Pacote Laboral.

Não aceitamos retrocessos. Exigimos um outro caminho para o país, assente na valorização do trabalho e dos trabalhadores, no reforço dos serviços públicos e das funções do Estado Social, na defesa da contratação colectiva, na melhoria dos salários e das pensões, no combate à precariedade e no cumprimento dos valores e direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e nas conquistas de Abril.

Assim, o Conselho Nacional decide:

- Realizar de imediato uma Concentração no próximo dia 18 de Junho, às 13h30, em frente à Assembleia da República, com uma ampla mobilização, no momento em que estará a ser discutido o Pacote Laboral, reafirmando a sua rejeição e a exigência da sua derrota, expressa de forma inequívoca nas Greves Gerais;

- Continuar a realizar contactos com a UGT para analisar a actual situação e estabelecer um quadro de intervenção e acção para derrotar o Pacote Laboral;

- Reestabelecer e reforçar os contactos habituais com os movimentos sociais e as organizações da Sociedade Civil para dinamizar intervenções e acções contra o Pacote Laboral nas regiões ou áreas de trabalho;

- Desenvolver e intensificar a luta pela derrota do Pacote Laboral, dando continuidade à forte mobilização expressa na Greve Geral e reforçando a  acção reivindicativa nos locais de trabalho, empresas e serviços, pelo aumento dos salários, pelos direitos, pela contratação e pela negociação colectiva, pelas reivindicações constantes nos cadernos reivindicativos, criando condições para avançar na valorização e na conquista de melhores condições de vida e de trabalho;

- O desenvolvimento de acções de trabalhadores nas empresas, locais de trabalho e nas ruas, nos vários sectores e em todo o País, com tomada de posição para a rejeição e derrota do Pacote Laboral e pela defesa dos direitos e reivindicações dos trabalhadores;

- Reafirmar, como acção central e prioritária, a luta pelo aumento dos salários para todos os trabalhadores em, pelo menos, 15%, num valor não inferior a 150€, nos locais de trabalho e nas empresas onde ainda não houve aumentos salariais. E, nos locais de trabalho e empresas cujos aumentos salariais verificados foram insuficientes e não responderam às necessidades e reivindicações dos trabalhadores, avançar com a exigência de aumentos intercalares para fazer face ao brutal aumento do custo de vida;

- Potenciar o trabalho de sindicalização e reforço de organização, integrando no colectivo e na luta reivindicativa organizada todos aqueles que se sindicalizaram durante a mobilização para a Greve Geral e durante a própria Greve, particularmente os jovens trabalhadores;

- Afirmar a determinação de recorrer a todas as formas de luta que a situação imponha, com vista à derrota do pacote laboral, à defesa dos direitos dos trabalhadores e à melhoria das suas condições de trabalho e de vida, apelando a todos os trabalhadores para que se mantenham firmes neste combate, e a todas as estruturas sindicais e organizações de trabalhadores para que mantenham a posição, o envolvimento e a convergência na luta pela rejeição do Pacote Laboral.

O Conselho Nacional da CGTP-IN aponta, assim, o caminho de continuação da luta, contra o retrocesso e a exploração, desde logo contra o pacote laboral de assalto aos direitos, pela revogação das normas gravosas da legislação laboral já em vigor, por mais salário, mais direitos e melhores serviços públicos.

A luta continua – Rumo à derrota do Pacote Laboral!

08 junho 2026

CONTRA O PACOTE LABORAL: UMA ACÇÃO CONVERGENTE NO DIA 18 DE JUNHO

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN) saúda todos os trabalhadores e trabalhadoras que, com coragem e determinação, participaram na Greve Geral de 3 de Junho de 2026 e nas manifestações realizadas em todo o país, afirmando a sua luta contra o retrocesso laboral e em defesa do trabalho com direitos.

A CSS da CGTP-IN considera que o pacote laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS, com o apoio do CHEGA e da Iniciativa Liberal, representa um grave retrocesso nos direitos dos trabalhadores, atacando a contratação colectiva, agravando a precariedade, facilitando a desregulação dos horários, enfraquecendo a organização sindical e promovendo relações laborais mais desiguais e injustas. Em síntese, mais desigualdade e empobrecimento dos trabalhadores e mais poder e enriquecimento dos patrões.

Ao longo dos últimos meses, temos defendido, nos órgãos dirigentes da CGTP-IN e junto de outras organizações sindicais, que todas as acções de combate a este pacote laboral devem assentar numa ampla convergência sindical. A Greve Geral de 11 de Dezembro de 2025 demonstrou que é possível construir posições comuns e iniciativas convergentes entre organizações de diferentes sensibilidades sindicais, colocando em primeiro lugar a defesa dos trabalhadores e dos seus direitos. E a vida demonstrou que o resultado desta acção convergente foi coroada de êxito.

Perante a discussão do pacote laboral na Assembleia da República marcada para o próximo dia 18 de Junho, entendemos que é necessário intensificar a mobilização e a luta dos trabalhadores em todo o país.

Defendemos, por isso, a mobilização dos trabalhadores e da população em geral, no Continente, Açores e Madeira, de todos os sectores, público e privado, para a realização de uma grande concentração junto à Assembleia da República no dia 18 de Junho, por ocasião do debate e respectiva votação parlamentar.

Este é o momento de reforçar a acção sindical e construir a maior convergência sindical possível contra este retrocesso laboral.

Nesse sentido, a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN apela à CGTP-IN e à UGT para que encontrem formas de convergência na resposta sindical a este pacote laboral, abrindo igualmente essa discussão e participação aos Sindicatos Independentes, de forma ampla, democrática e plural. Assim, o justo protesto dos trabalhadores terá maior amplitude e a sua expressão na Sociedade será mais forte – ABAIXO O PACOTE LABORAL!

A história do movimento sindical português demonstra que, quando a classe trabalhadora e as suas organizações convergem na luta em torno de objectivos concretos, aumenta a capacidade de resistência e de derrota das políticas anti-laborais e anti-sociais.

Mais do que nunca, é tempo de convergir forças para derrotar este pacote laboral e defender o emprego com direitos, a contratação colectiva, os salários, os horários e a liberdade sindical – em suma, o TRABALHO DIGNO!

DIA 18 DE JUNHO, UMA ACÇÃO CONVERGENTE CONTRA O PACOTE LABORAL 

Lisboa, 08 de Junho de 2026

O Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN