21 fevereiro 2016

Notícia do Jornal de Negócios: Socialistas e bloquistas querem ganhar espaço na CGTP

Aqui deixamos um excerto de notícia do Jornal de Negócios:

 Catarina Almeida Pereira 
20 Fevereiro 2016, 10:30

"Tendências minoritárias querem mais meios a nível interno e representatividade nos órgãos da central sindical. Propostas foram chumbadas em Conselho Nacional mas deverão ser debatidas em Congresso.

Socialistas e bloquistas estão a tentar que as tendências que representam ganhem expressão interna na CGTP, com maior apoio de meios e mais representatividade nos órgãos da central sindical. As propostas de alterações aos Estatutos foram rejeitadas pelo Conselho Nacional, mas a questão será debatida por iniciativa dos sindicatos no próximo Congresso, que começa na próxima sexta-feira, dia 26 de Fevereiro.

Actualmente as "correntes de opinião político ideológicas" são reconhecidas nos estatutos da CGTP, mas a sua organização "é, no entanto, exterior ao movimento sindical e da exclusiva responsabilidade dessas mesmas correntes de opinião".

Tradicionalmente, a lista da Comissão Executiva, um núcleo duro de 29 pessoas, é proposta pela própria executiva e votada pelo Conselho Nacional, um órgão de 147 pessoas, que emana do Congresso.

Carlos Trindade, coordenador da corrente sindical socialista, explicou ao Negócios que insistiu em duas propostas de alteração aos estatutos. A primeira para garantir meios, como instalações e acesso à comunicação interna e externa da CGTP, incluindo à comunicação social, de forma a "estimular o debate ideológico e tornar mais viva a vida interna da CGTP". A segunda, para garantir que o Conselho Nacional seja eleito por representação proporcional segundo o método d’Hondt, e que possa nascer de listas apresentadas por apenas cinco dos sindicatos filiados na CGTP-IN que representem pelo menos 5% dos delegados ao Congresso (e não 15%).

As propostas já tinham sido apresentadas noutros congressos e são acompanhadas de uma proposta de alteração ao programa de acção destinada a manter (em vez de resumir) todo o subcapítulo que descreve a forma como a CGTP entende a democracia. "Perante a situação política que vivemos são mais pertinentes", refere Carlos Trindade, ao Negócios. Porque a questão não é só de expressão interna, mas também interna. "A alternativa política ao Governo que temos é de direita e extrema-direita, regressando ao poder com um espírito de vingança. O que a CGTP tem de assumir, não sendo de forma nenhuma canal de transmissão do Governo, é que para defender os interesses dos trabalhadores tem de ter em relação a este governo uma referência afirmativa", afirma. Se para outros dirigentes a CGTP já suavizou o discurso em relação ao Governo, ao retirar as referências directas ao Executivo, para Carlos Trindade essa evolução é "insuficiente".

Francisco Alves, porta-voz da "sensibilidade" do Bloco de Esquerda, também propôs a regulamentação do direito de tendência, com a dotação "dos meios necessários para o cumprimento das suas funções e intervenção", a nível de instalações e de acesso aos meios de comunicação. A proposta de alteração aos estatutos apresentada pelos bloquistas pretende garantir que a comissão executiva espelhe "a representação de todas as correntes de opinião políticas-ideológicas que se expressão na CGTP-IN", até porque, segundo explica, não há militantes no Bloco de Esquerda na actual Comissão Executiva.

"É uma questão que vimos debatendo há décadas. Agora, claro, o contexto [político] mudou. Mas não queremos fazer a associação directa. Achamos é que a CGTP ganha quando alarga e reflecte a pluralidade que existe no mundo de trabalho", afirma, em declarações ao Negócios.

As propostas dos socialistas e dos bloquistas foram chumbadas pelo Conselho Nacional, mas serão levadas pelos sindicatos ao Congresso, para serem votadas (e provavelmente chumbadas) pelos cerca de 750 delegados. Mas Francisco Alves tem a expectativa de conseguir negociar directamente essa representatividade. "Mesmo não sendo estatutariamente podemos conseguir representatividade", diz."...
Foto de Bruno Simão/Negócios

20 fevereiro 2016

No Jornal Expresso, notícia sobre os sindicalistas socialistas da CGTP que assumem oposição

Aqui fica a notícia da entrevista ao jornal Expresso do Carlos Trindade, enquanto Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN, a propósito das nossas posições face à proposta de programa de acção e do processo revisionista e fechamento que a maioria dos dirigentes quer impor aos documentos oficiais e à nossa Central.

15 fevereiro 2016

Sindicalistas socialistas participam no XIII Congresso da CGTP-IN

Realiza-se nos próximos dias 26 e 27 de Fevereiro o XIII Congresso da nossa Central Sindical.

O Congresso da CGTP realiza-se no Pavilhão Municipal de Almada e contará com a presença de muitos sindicalistas socialistas, enquanto delegados, desde Sindicatos, Uniões, Federações e da Direcção da CGTP-IN.

21 janeiro 2016

NUNO TEOTÓNIO PEREIRA FALECEU, PORTUGAL PERDEU UMA REFERÊNCIA ÉTICA, MORAL E POLITICA FUNDAMENTAL

Faleceu Nuno Teotónio Pereira.

Homem integro e de fé, profissionalmente realizado e reconhecido pelos seus pares, Nuno Teotónio Pereira teve um empenhamento total na luta por um Mundo Novo no qual exista Justiça Social e os seres humanos tenham uma vida digna.

Neste projecto de vida, Nuno Teotónio Pereira colocou a sua inteligência e dedicação e empenhou todas as suas capacidades e conhecimentos. 

Estas características pessoais e esta disponibilidade estava sempre presente nas suas acções mas sempre cerzida com a sua fé – por isso, está no cerne da constituição dos designados “católicos progressistas” e da importância social e politica que esta sensibilidade religiosa teve durante décadas em Portugal.

Primeiramente contra a Ditadura fascista e a Guerra Colonial, em que a sua participação e empenhamento deu um contributo indispensável para a Revolução do 25 de Abril e a Liberdade.

Em seguida, depois do 25 de Abril, em que se empenhou politicamente, sendo um dos fundadores do então MES – Movimento da Esquerda Socialista.

A sua personalidade e activismo influenciou decisivamente os movimentos católicos e, muitos dos militantes que neles participavam, foram contagiados pela sua visão da fé e do Mundo.

A CGTP-IN é tributária deste movimento e, por esta razão, da própria acção de Nuno Teotónio Pereira.

Em particular na década de sessenta do século passado e aquando da sua fundação, em 1 de Outubro de 1970, os sindicalistas católicos progressistas estiveram na primeira linha da defesa dos direitos dos trabalhadores e da luta anti-fascista. Muitos participaram nas acções e lutas então existentes e, inclusive, integraram as direcções dos sindicatos da época.

O exemplo mais relevante deste movimento é o de Manuel Correia Lopes, presidente da Direcção do então Sindicato dos Lanifícios de Lisboa, que foi um dos sindicatos fundadores da Intersindical em 1970, e que durante muitos anos foi membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, até à sua morte, em 15 de Maio de 1999.

Este papel de Nuno Teotónio Pereira era incontestado e por todos reconhecido e respeitado – por isso ele foi um dos oradores no primeiro 1º. Maio em Liberdade, logo em 1974.

Nuno Teotónio Pereira, em época recente, aderiu ao Partido Socialista. 

Com a morte de Nuno Teotónio Pereira, Portugal perdeu uma referência ética, moral e política fundamental!

A Corrente Sindical Socialista presta sentida homenagem ao Homem de fé, ao militante anti-fascista e ao cidadão empenhado cujo exemplo guardaremos na memória. 

À família enlutada a CSS da CGTP-IN endereça as suas condolências.

Paz à sua alma!
Lisboa, 20 e Janeiro de 2016

O Secretariado Nacional da CSS da CGTP-IN

19 janeiro 2016

ANTÓNIO DE ALMEIDA SANTOS, UM SOCIALISTA QUE MUITO CONTRIBUIU PARA O PORTUGAL DEMOCRÁTICO EM QUE VIVEMOS – HONRA À SUA MEMÓRIA!

Faleceu hoje o camarada António Almeida Santos. 

Em todas as funções publicas que desempenhou desde a Revolução de 25 de Abril, desde ministro e deputado até Presidente do Partido Socialista e Presidente da Assembleia da Republica, sempre António Almeida Santos colocou a sua inteligência, sabedoria e capacidade ao serviço de um ideal profundamente humanista que, no terreno concreto da vida politica, o Partido Socialista desde sempre corporizou.

Como cidadão e em todas estas responsabilidades, António Almeida Santos empenhou-se activamente em contribuir para que Portugal fosse um país mais desenvolvido, mais igualitário e mais democrático - o Portugal em que hoje vivemos muito deve ao contributo impagável de António Almeida Santos.

Também a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN recebeu o seu contributo pois, na sua qualidade de Presidente do Partido Socialista, o camarada António de Almeida Santos fez o encerramento do VII Congresso da Corrente, no Hotel Roma, em Outubro de 2008, sendo ainda hoje a sua intervenção recordada por muitos militantes que então estiveram presentes.

A CSS da CGTP-IN associa-se aos votos de condolências pelo seu falecimento e endereça à família enlutada os seus sentidos pêsames.

Honra à sua memória.
Foto de José da Costa Velho
Foto de José da Costa Velho
Foto de José da Costa Velho

04 janeiro 2016

Mensagem ano novo da Secretária-Geral Adjunta do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes

Car@ Camarada,

O ano que passou foi um ano de grandes desafios para o Partido Socialista (PS) e para todos os seus militantes. Os resultados das eleições legislativas de outubro colocaram ao nosso Partido um desafio novo, cumprindo-lhe mais uma vez escrever um novo capítulo na história da democracia do nosso país.

Julgo poder dizer que estivemos à altura do compromisso assumido com os portugueses, registando a esperança que a todos abrimos com o fim do Governo da direita, responsável por uma devastação sem precedentes no tecido económico e social do nosso país. Com o Governo PS abre-se um novo tempo para Portugal e para os portugueses, correspondendo ao lema com que nos apresentamos nas eleições: "é tempo de confiança".

Quero agradecer o contributo que todos os militantes, espalhados por todas as Secções, ofereceram ao Partido. É graças a esse contributo que o PS pode, uma vez mais, servir o país e os seus cidadãos.

Neste início de 2016, escrevo-vos com a certeza de que este ano de irá ser ainda mais desafiante para todos nós. A governação do país e o cumprimento do ambicioso programa vão exigir-nos, a todos, muito trabalho e grande empenho.

Por outro lado, queremos também que o PS mantenha bem viva a capacidade de intervenção e de combate político, a ligação às estruturas locais e aos nossos militantes. Este é ainda o ano em que nos vamos bater pela vitória nas eleições regionais nos Açores – garantindo a continuidade da governação socialista, liderada pelo nosso camarada Vasco Cordeiro – e o início da preparação das próximas eleições autárquicas.

O PS não vai descurar a sua atividade enquanto partido político, mantendo uma forte e permanente ligação com os seus militantes e simpatizantes. É esse o significado do cargo de Secretário-Geral Adjunto, que assumi com muita honra e com muito gosto.

Estamos todos, desde já, convocados para os desafios que temos pela frente neste ano. Contamos consigo, contamos com todos, para conseguirmos alcançar aquilo a que nos propomos, em defesa dos nossos ideais.
Quero agradecer-lhe por ajudar a continuar a fazer do PS o Partido referência da nossa democracia. Desejo-lhe a si, bem como a todos os que lhe estão próximos, um Bom Ano de 2016.
                                                                                                    Lisboa, 4 de Janeiro de 2016
assinaturaAna Catarina Mendes
Secretária-Geral Adjunta

24 dezembro 2015

Artigo publicado no Jornal Expresso de 24 de Dezembro de 2015

Artigo publicado no Jornal Expresso, assinado por Carlos Trindade, Fernando Gomes e Fernando Jorge Fernandes, sobre o salário mínimo nacional.

23 dezembro 2015

BOM NATAL E FELIZ ANO 2016

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN deseja a todas e todos um Feliz Natal e um próspero ano de 2015.

Tendo em conta o novo quadro político, que o ano 2016 seja um renovar da esperança de termos uma vida melhor e que possamos voltar a construir um país mais justo e solidário, onde o combate ao desemprego, à pobreza e exclusão social seja a nossa luta do dia-a-dia.

Festas Felizes.

21 dezembro 2015

SINDICALISTAS SOCIALISTAS DA CGTP DEFENDEM ACORDO SOBRE AUMENTO SMN

APOIAMOS CONVICTAMENTE O AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL (SMN) PARA 530 €

ESTE É O PRIMEIRO PASSO PARA ALCANÇARMOS OS SEISCENTOS EUROS

No âmbito da Comissão Permanente Concertação Social (CPCS) está em debate um aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) para 530 euros a partir de 1 de Janeiro de 2016 proposto pelo Governo de António Costa.

O aumento de 25 euros mensais (dos actuais 505 euros para os 530 euros) representa um incremento de 4.95%.

A reivindicação da CGTP-IN, que apoiamos, é que o SMN tenha o valor de 600 euros.

Este é o primeiro passo do Governo do Partido Socialista para se vir a concretizar o valor de 600euros.

É fundamental que as confederações patronais assumam este aumento para 530 euros a partir de 1 de Janeiro e, sem dramas, resistências ou chantagens, o cumpram.

A forma como este aumento for acordado e aplicado terá naturalmente consequências positivas na concretização das próximas negociações na Concertação Social para os futuros aumentos plurianuais, até alcançarmos o SMN de 600 euros.

Com a participação de todos e sem a exclusão de ninguém, integrada numa estratégia global de negociação, a Concertação Social é um factor de progresso social.

Por isto, apoiamos convictamente o aumento do Salário Mínimo Nacional para 530€ e a celebração de um Acordo nesse sentido.

Este processo tem, porém, um factor negativo, porque toca no princípio da sustentabilidade financeira da Segurança Social – referimo-nos à continuação, em 2016, da medida de excepção da redução em 0,75 pontos percentuais da TSU das empresas para os trabalhadores que auferem o SMN.

Contudo, este factor negativo, que reivindicamos desde já que seja eliminado definitivamente em 2016, não nos impede de considerar globalmente positivo este aumento do SMN e que a sua concretização, projectando o futuro, seja fixada num Acordo de Concertação Social.

O SMN de 600 euros vem a caminho!
Sector têxtil, onde predomina o salário mínimo nacional

22 outubro 2015

SAUDAÇÃO AO PARTIDO SOCIALISTA E TOTAL APOIO AO SECRETÁRIO-GERAL NA PROCURA DE UMA SOLUÇÃO GOVERNATIVA DAS ESQUERDAS

O Conselho Nacional de Coordenação da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN (CSS da CGTP-IN), reunido em 16 de Outubro de 2015, analisando a realidade do Mundo do Trabalho e a situação político-sindical nacional, deliberou:

  1. Saudar o Partido Socialista pela votação alcançada nas recentes eleições legislativas, fruto do grande empenhamento dos militantes e simpatizantes, incluindo os da CSS da CGTP-IN, cujo resultado contribuiu decisivamente para retirar a maioria absoluta à Direita;
  1. Considerar que a perda da maioria absoluta pela Direita significa que o Povo, especialmente os trabalhadores e trabalhadoras, rejeita frontalmente a politica de austeridade e de empobrecimento geral praticada pelo PSD/CDS durante o seu governo;
  1. Apoiar totalmente o Secretário-Geral, António Costa, nos esforços que vem desenvolvendo para construir, com os restantes partidos da Esquerda, uma plataforma política que projecte e suporte uma solução governativa das esquerdas;
  1. Concluir que esta solução governativa não é fácil nem simples mas que é o único caminho coerente para concretizar os valores de Esquerda do Partido Socialista e, simultaneamente, para criar as condições políticas suficientes para que Portugal retome o desenvolvimento económico e o progresso social;
  1. Afirmar que uma qualquer solução politica que levasse o Partido Socialista a apoiar um governo assumidamente da Direita, que realizou e pretende continuar a realizar uma política de direita, não só seria contra-natura ideológica como demonstraria que o PS tinha perdido a sua autonomia estratégica na Sociedade, o que, a prazo mais ou menos curto, criaria graves problemas internos na coesão do próprio partido;
  1. Disponibilizar-se para continuar, no âmbito das suas funções enquanto sindicalistas e mantendo a sua autonomia, a apoiar firmemente as posições políticas do Partido Socialista e do Secretário-Geral em direcção a um governo estável, que transmita confiança e concretize a esperança dos portugueses e portuguesas numa vida com bem-estar, justiça e coesão social – um Governo das Esquerdas!
Viva o Mundo do Trabalho!
Viva o Partido Socialista!
Viva Portugal!
Lisboa, 21 Outubro de 2015

O CONSELHO NACIONAL DE COORDENAÇÃO da CSS da CGTP-IN

02 outubro 2015

António Costa recebe manifesto apoio dos sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN na arruada em Moscavide

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN entregou hoje ao Secretário-Geral do Partido Socialista, António Costa, o Manifesto de apoio ao PS, subscrito por sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN.

A entrega do manifesto foi feita no âmbito da campanha eleitoral na arruada em Moscavide.

A delegação foi composta por Carlos Trindade, Secretário-Geral da CSS da CGTP-IN, da Comissão Executiva da CGTP-IN e do STAD; Fernando Jorge, da Comissão Executiva da CGTP-IN e Presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais e Luís Dupont do Conselho Nacional da CGTP-IN e Vice-Presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS).

O Manifesto de apoio ao Partido Socialista de sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN tem sido nos últimos dias distribuído de norte a sul do país.

Esta iniciativa visa contribuir para a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras a exercerem o seu direito de voto a 4 de Outubro e que o façam votando no Partido Socialista.

01 outubro 2015

Sindicalistas Socialistas e independentes da CGTP-IN entregam amanhã manifesto apoio ao Partido Socialista a António Costa

A Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN entrega amanhã a António Costa o manifesto de apoio ao PS que foi subscrito por dirigentes, delegados e activistas sindicais.

A entrega será feita no âmbito da arruada que decorrerá pela manhã em Moscavide.

Aqui fica o conteúdo do manifesto e o cartaz de apelo ao voto dos sindicalistas socialistas e independentes no Partido Socialista.

MANIFESTO
DOS SINDICALISTAS SOCIALISTAS E INDEPENDENTES DA CGTP-IN
VAMOS VOTAR NO PARTIDO SOCIALISTA
PARA
VOLTAR AO CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL
 E DO
TRABALHO DIGNO!
VAMOS DERROTAR A DIREITA!

Nós, sindicalistas socialistas e independentes da CGTP-IN, no próximo dia 4 de Outubro, vamos votar no Partido Socialista! Porquê? 
Porque, após quatro anos de governo da Direita:
  • Portugal, hoje, está pior economicamente. A preços constantes, a riqueza produzida em Portugal (PIB) em 2011 era de 176, 2 mil milhões de euros e em 2014 foi de 167,9 mil milhões de euros (menos 8,3 mil milhões de euros). Tal como em 2012 e 2013, continuamos a empobrecer apesar das mentiras da propaganda do PSD/CDS. (fonte: PORDATA);
  • Em Portugal, o problema da dívida pública não está resolvido! A dívida pública total, em 2011 (31 Dezembro) era de 195,7 mil milhões de euros e hoje (30 Junho 2015) é de 225,4 mil milhões de euros, mais 15,2% (mais 29,7 mil milhões de euros). A dívida tem aumentado, ano após ano, e representa cerca de 130% do PIB. Os encargos anuais da dívida têm sido da ordem dos 5% do PIB, ou seja, cerca de 8 mil milhões de euros. (fonte: IGCP);
  • Em Portugal, hoje, os trabalhadores vivem em piores condições. As remunerações em 2011 eram de 81,6 mil milhões de euros e em 2014 foram de apenas 75,9 mil milhões de euros, retrocedemos 5,8 mil milhões de euros, menos 7,1%. As remunerações representam apenas 43,8% do PIB (2014), quando em 2011, representavam 46,3%. Os ordenados e salários representam apenas 48,2% do rendimento disponível (2014), quando em 2011 representavam 50,9%. (fonte: PORDATA);
  • Em Portugal, hoje, os impostos não têm parado de aumentar. O IRS previsto para 2015 atingirá os 13,2 mil milhões de euros (12,9 milhões em 2014), quando em 2011 era de 9,78 mil milhões de euros. Entre 2011 e 2015, o aumento do IRS será de 34,4% (mais 3,54 mil milhões de euros);
  • Em Portugal, as desigualdades e a pobreza não têm parado de agravar-se, mesmo que o PSD/CDS digam o contrário apesar de sermos um dos países mais pobres e mais desiguais da Europa;
  • Em Portugal, hoje, há menos emprego e mais desemprego! Entre 2011 e 2014, perderam-se 244 mil empregos empregos e o desemprego continua a níveis muito elevados, apesar das tentativas do PSD/CDS em escondê-lo (fonte: INE);
  • Em Portugal, os jovens não têm tido possibilidades de construir um futuro! A emigração tem sido a solução para centenas de milhares de jovens a quem o país não tem oferecido condições dignas de trabalho. Investem-se recursos na qualificação de jovens que vão depois viver para o Norte da Europa, e a custo zero, contribuir para o desenvolvimento desses países, agravando-se os desequilíbrios demográficos em Portugal! A taxa de desemprego dos jovens permanece a níveis dos mais elevados da Europa, situando-se em torno dos 35%.
  • Em Portugal, entre 2011 e 2014 (4º trimestres), os desempregados de longa duração (DLD), (no desemprego há 12 e mais meses), passaram de 394 mil para 450 mil; os DLD há mais de 24 meses aumentaram em mais 94 mil (de 242 para 336 mil); hoje, estão mais desprotegidos e têm menos expectativas de futuro! O Subsidio de Desemprego tem baixado e tem diminuído a taxa de cobertura e o tempo de protecção no desemprego. (fonte: INE)
  • Em Portugal, hoje, os reformados, na generalidade, vivem pior! O PSD/CDS tem cortado as reformas e pensões e tem trazido intranquilidade e insegurança aos mais idosos. Existe um programa escondido do PSD/CDS de novo agravamento do corte das reformas e pensões e de privatização da segurança social.
  • Em Portugal, hoje, o sistema de Educação e o Serviço Nacional de Saúde têm menos qualidade e prestam menores serviços públicos à população! O PSD/CDS, para além da Segurança Social, prepara-se também para reforçar a privatização da Escola Pública, entregando injustificadamente milhões aos colégios privados apesar de existir oferta pública disponível.
  • Em Portugal, hoje, os direitos sociais são menores! Entre 2011 e 2015, a protecção social (Complemento Social de Idosos – CSI, o Rendimento Social de Inserção – RSI, o Abono de Família e outros direitos sociais) foi reduzida no seu volume económico e restringidas as condições ao seu acesso;
Este é o resultado de quatro anos da Direita a governar Portugal! Por tudo isto,
  • Vamos votar no Partido Socialista para virar a página da austeridade, que foi “além da Troika”, apenas por razões ideológicas, e porque é necessário parar o programa de empobrecimento imposto pelo governo da Direita e apostar num modelo de desenvolvimento assente no conhecimento, na inovação, no trabalho com direitos e com futuro – e só o PS está em condições para o realizar!
  • Vamos votar no Partido Socialista para travar os planos escondidos da Direita de privatizar o Estado Social (Segurança Social, Saúde e Educação) e porque rejeitamos que o assistencialismo substitua os Direitos Humanos – e só o PS está em condições de defender, modernizar e melhorar os serviços públicos!
  • Vamos votar no Partido Socialista porque queremos que os trabalhadores e trabalhadoras em Portugal tenham acesso a condições de trabalho digno, com direitos laborais, salários dignos, emprego estável e contratos colectivos de trabalho, factores de produtividade das empresas e de competitividade da economia – e só o PS, que oposta fortemente no Diálogo Social, o pode fazer!
  • Vamos votar no Partido Socialista porque, à Esquerda, só António Costa garante a derrota da Direita, uma governação sustentada no desenvolvimento económico e social e trabalho digno – e temos confiança que o PS, com António Costa, o fará!
A Direita não nos engana com a retórica mistificadora de Passos Coelho e Paulo Portas!
Vamos votar no Partido Socialista porque sabemos que o PSD/CDS esconde o seu verdadeiro programa de governo, que é o de continuar a aprofundar as politicas de direita dos últimos quatro anos!
Vamos votar no Partido Socialista porque queremos derrotar a Direita e afastá-la do poder e só o Partido Socialista está em condições objectivas para o fazer – o voto no PS é o único voto útil contra a Direita!

ESTAS SÃO AS RAZÕES PORQUE NÓS, SINDICALISTAS SOCIALISTAS E INDEPENDENTES DA CGTP-IN,
NO PRÓXIMO DIA 4 DE OUTUBRO, VAMOS VOTAR NO PARTIDO SOCIALISTA
VOTA CONNOSCO PARA BEM DE PORTUGAL, DOS PORTUGUESES E DOS TRABALHADORES!


Os Subscritores…

Carlos Trindade
Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN
Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD)
Lisboa/Lisboa

Fernando Gomes
Secretariado e Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN
Coordenador da Comissão Trabalhadores das Pousadas Portugal
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores na Industria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul
Marvão/Portalegre

Carlos João Tomás
Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN
Presidente da Direcção Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Alta
Seia/Guarda

Fernando Jorge Fernandes
Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN
Presidente da Direcção do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ)
Almada/Setúbal

Vivalda Rodrigues Henriques Silva
Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN
Vice-Coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD)
Vila Franca de Xira/Lisboa

Eduardo Manuel Nogueira Chagas
Secretário-Geral da Federação Europeia dos Transportes (ETF)
Conselho Nacional da CGTP-IN
Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Radiotécnicos da Marinha Mercante
Lisboa/Lisboa

Ulisses Garrido
Director Formação do Instituto Sindical Europeu (ETUI)
Lisboa/Lisboa

Armindo Amaro Carvalho
Conselho Nacional da CGTP-IN
Coordenador Regional Coimbra e da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD)
Miranda do Corvo/Coimbra

Carlos da Silva Lopes
Conselho Nacional da CGTP-IN
Direcção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT)
Aveiro/Aveiro

Graça Silva
Conselho Nacional da CGTP-IN
Direcção Nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL)
Açores/Açores

João Maria Mantinhas Maneta
Conselho Nacional da CGTP-IN
Direcção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT)
Arraiolos/Évora

José Carlos da Purificação Dantas
Conselho Nacional da CGTP-IN
Vice-Presidente da Direcção do Sindicato Nacional de Profissionais de Farmácia e Paramédicos (SIFAP)
Mafra/Lisboa

José Joaquim Letras Pinheiro
Conselho Nacional da CGTP-IN
Direcção do Sindicato Professores da Zona Sul (SPZS)
Fronteira/Portalegre

Juan Carvalho Ascenção
Conselho Nacional da CGTP-IN
Presidente da Direcção do Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM)

Luís Alberto Pinho Dupont
Conselho Nacional da CGTP-IN
Vice-Presidente da Direcção do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS)
Lisboa/Lisboa

Manuel Joaquim Gonçalves
Conselho Nacional da CGTP-IN
Direcção do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ)
Braga/Braga

Maria Filomena Correia
Conselho Nacional da CGTP-IN
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro
Lousã/Coimbra

Ramiro Rodrigues Ferreira Noro
Conselho Nacional da CGTP-IN
Direcção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF)
Soure/Coimbra

Diamantino Elias
Presidente da Direcção do Sindicato Nacional de Profissionais de Farmácia e Paramédicos (SIFAP)
Lisboa/Lisboa

Maria Fátima Carvalho
Presidente da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro
Coimbra/Coimbra

Paulo Ralha
Presidente da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI)
Braga/Braga

Armandino Martins Susano
Vice-Presidente da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Alta
Manteigas/Guarda

Brígida Celina Vasquez Batista
Vice-Presidente da Direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
Almada/Lisboa

Maria Madalena Sá
Tesoureira da Direcção do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio de Vestuário e de Artigos Têxteis.
Vila do Conde/Porto

Óscar António Soeiro Soares
Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
Almada/Lisboa

António Carlos F. da Paz Gomes
Conselho Geral do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
Lisboa/Lisboa

Afonso José Almeida Candeias
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagens Transitários e Pesca (SIMAMEVIP)
Seixal/Setúbal

Alexandra Isabela Conceição Costa
Direcção do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS)
Vila Nova de Gaia Porto

Ângela Paz Dias
Direcção do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS)
Matosinhos/Porto

Francisco Manuel Pereira Medeiros
Direcção do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ)
Lisboa/Lisboa

Isabel Duarte
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro
Coimbra/Coimbra

Jaime da Fonseca Costa
Direcção do Sindicato Nacional dos Profissionais da Industria e Comércio do Calçado, Malas e Afins
Santa Maria da Feira/Aveiro

João Mota Fidalgo
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI)
Setúbal/Setúbal

Lígia S. Capelo de Abreu Galvão
Direcção e Comissão Executiva do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
Lisboa/Lisboa

Luís Costa Ferreira
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro
Coimbra/Coimbra

Luís Pinto Vasques
Coordenador Regional do Porto e da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD)
Porto/Porto

Maria da Luz Marques Lopes
Direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
Torres Novas/Santarém

Maria Nazaré Mendes
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD)
Lisboa/Lisboa

Mário Miguel Lopes dos Santos
Coordenador Regional Lisboa do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
Lisboa/Lisboa

Paula Maria Maqueijo Lisboa
Direcção do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP)
Castelo Branco/Castelo Branco

Rafael Rodrigues da Silva
Direcção do Sindicato Nacional dos Profissionais da Industria e Comércio do Calçado, Malas e Afins
Santa Maria da Feira/Aveiro

Rui Manuel Tomé
Direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD)
Lisboa/Lisboa

Sara Rute da Silva Pacheco
Direcção do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS)
Gondomar/Porto

Tiago Guardado Pereira
Direcção do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS)
Almada/Setúbal

Victor Manuel M. Vasconcelos
Direcção e Comissão Executiva do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
Lisboa/Lisboa

António Soares
Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ)
Fafe/Braga

Abel Meireles
Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA)
Sintra/Lisboa

Carlos Alberto Pereira Amado
Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPN)
Braga/Braga

Manuel Alexandre Góis Marques
Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN)
Matosinhos/Porto

Rui Pedro Ferreira Pereira
Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL)
Barreiro/Setúbal